- A Suprema Corte de Cassação da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil e determinou sua libertação imediata; ela estava presa na Itália desde julho do ano passado.
- A decisão reverteu a ordem da Corte de Apelação de Roma, que havia autorizado a extradição em março, após recurso da defesa.
- O veredito será encaminhado ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem até quarenta e cinco dias para se manifestar sobre a extradição.
- O governo brasileiro havia pedido a extradição em junho de dois mil e vinte e cinco; Zambelli foi condenada no Brasil a dez anos de prisão por supostamente ordenar invasão ao CNJ com o hacker Walter Delgatti. Delgatti foi condenado a oito anos e três meses.
- Além disso, ela enfrenta outro processo por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, com pena de cinco anos e três meses, em regime semiaberto; a ex-deputada nega as acusações e afirma perseguição política; renunciou ao mandato em dezoito de dezembro.
A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira 22 de maio a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A Suprema Corte de Cassação de Roma ordenou a libertação imediata da parlamentar, presa desde julho do ano passado no país.
A defesa de Zambelli informou à BBC News Brasil que a liberação ocorreu na noite desta sexta. Ainda não há confirmação independente sobre o cumprimento da ordem de soltura.
A extradição havia sido determinada pela Corte de Apelação de Roma em março, em meio a um pedido do governo brasileiro feito em junho de 2025, quando a ex-deputada fugiu para a Itália.
A Corte de Cassação reverteu a decisão anterior e encaminhou o caso ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se manifestar sobre eventual extradição.
Contexto do caso
Zambelli foi condenada no Brasil a 10 anos de prisão pela suposta participação na invasão ao sistema do CNJ, com apoio de Walter Delgatti, para obter alvarás de soltura falsos. Delgatti foi condenado a oito anos e três meses.
A defesa sustenta que as provas contra a ex-parlamentar se apoiam principalmente no depoimento de Delgatti, que reconheceu a participação. Zambelli nega envolvimento e afirma ser vítima de perseguição política.
A parlamentar renunciou ao mandato em 2022 após a CCJ aprovar a cassação, decisão que houve reviravolta na Câmara, antes de o STF anular a sessão. Um novo pedido de extradição relacionado a outros processos também está pendente.
Zambelli já havia sido colocada na lista de difusão vermelha da Interpol por foragida, antes de sua prisão na Itália. A defesa afirma que não houve provas diretas que a conectem aos crimes imputados.
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