- Em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 22, Deolane Bezerra afirmou que foi presa “no exercício da profissão” durante apuração de suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
- A Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora.
- A investigação envolve movimentações entre 2019 e 2020, com valores na conta atribuídos a honorários advocatícios.
- A promotoria argumentou que a audiência de custódia não é o momento para reavaliar os fundamentos da prisão, pedindo apenas a homologação da medida.
- A operação Vérnix mirou o PCC, incluindo o líder Marcola, com mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Deolane em Barueri, além de participação da Interpol na difusão vermelha.
Em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 22, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra afirmou ter sido presa “no exercício da profissão” durante investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora.
Segundo a apuração, a operação Vérnix foi deflagrada na quinta-feira, 21, pela Procuradoria/MP de São Paulo e pela Polícia Civil, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Deolane em Barueri, na Grande São Paulo. A ação mira um esquema de movimentação financeira atribuído à facção criminosa PCC.
A investigação aponta que recursos atribuídos ao PCC teriam passado por uma transportadora usada como empresa de fachada. Entre os alvos estão o líder da organização, Marco Herbas Camacho, o Marcola, familiares e operadores financeiros supostamente ligados ao grupo.
Durante a audiência, Deolane sustentou que os fatos investigados remontam aos anos de 2019 e 2020 e que os valores em sua conta teriam origem em honorários advocatícios. Ela também relatou possuir problemas psicológicos e disse que receitas médicas já haviam sido juntadas ao processo.
A defesa questionou a legalidade de medidas envolvendo objetos pessoais apreendidos, enquanto o Ministério Público afirmou que a audiência de custódia não seria o momento adequado para reavaliar os fundamentos da prisão preventiva, requerendo apenas a homologação da medida.
Deolane retornou ao Brasil na véspera, quarta-feira, 20, após passagem pela Itália. O nome da influenciadora já havia constado na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Além disso, a operação envolveu buscas em imóveis ligados a ela em Barueri/SP.
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