- O Departamento de Segurança Interna (DHS) pode suspender o processamento de passageiros internacionais e de cargas em aeroportos de cidades que adotam políticas de santuário, segundo relatos.
- O titular do DHS, Markwayne Mullin, teria avisado informalmente executivos de viagens na semana passada sobre a possibilidade de reduzir o atendimento de fronteira em aeroportos de jurisdições alinhadas a esse tipo de política.
- A divulgação foi feita por The Atlantic e Reuters, mencionando que a proposta pode ser considerada após a Copa do Mundo de futebol, em julho.
- A ideia gerou resistência de grandes grupos de viagem, que alertaram sobre impactos negativos para companhias aéreas, turismo, voos e operações de carga internacional.
- O secretário de Transporte, Sean Duffy, tentou se distanciar da proposta em audiência no Congresso, afirmando que não deveria haver suspensão de viagens aéreas por discordâncias políticas.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) voltou a explorar a possibilidade de suspender o processamento de fronteiras em aeroportos importantes situados em cidades que seriam consideradas de abrigo para imigrantes. A ideia foi relatada por The Atlantic e Reuters, citando notas privadas do secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin, a executivos do setor de viagens. A medida envolveria a interrupção do processamento de viajantes internacionais e de cargas.
Segundo as informações, Mullin informou aos líderes da indústria na semana passada que o DHS poderia reduzir o efetivo da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em aeroportos que atendem jurisdições consideradas como abrigo. O objetivo, conforme o relato, seria vincular cooperação de políticas de imigração à continuidade dos serviços de fronteira.
A reportagem inicial da The Atlantic aponta que a proposta poderia ser considerada após a Copa do Mundo de futebol deste ano, com Mullin enfatizando a possibilidade de alterações nos serviços de processamento de turismo e de comércio internacional nesses aeroportos. A Reuters confirmou que o tema tem tido circulação entre autoridades do DHS e o setor.
Reações do setor de viagens
- A Airlines for America advertiu que reduzir o orçamento de pessoal de fronteira em grandes aeroportos causaria impactos severos na aviação e no turismo, com potencial interrupção de voos, viajantes e operações de carga internacional.
- A organização U.S. Travel, que representa companhias aéreas, hotéis, locadoras e outros, pediu políticas que promovam o fluxo livre e eficiente de viajantes legitimamente autorizados, independentemente da jurisdição.
- O secretário de Transportes, Sean Duffy, foi questionado durante uma audiência na Câmara na quinta-feira, 21 de maio, e disse que não se deve fechar o tráfego aéreo em estados que não concordem com as políticas do governo.
Posicionamento do governo e próximos passos
- O DHS encaminhou a USA TODAY a declaração do próprio Mullin em entrevistas recentes, mantendo o tom de avaliação de cenários e impactos para o setor.
- Mullin já havia levantado publicamente a possibilidade durante a participação no programa Special Report, em abril, ao questionar se cidades com políticas de abrigo deveriam continuar recebendo processamento aduaneiro internacional.
Contexto adicional
- A informação sobre o encontro privado com executivos de companhias aéreas e turismo foi publicada pela The Atlantic, com menção de que a discussão envolve reduzir equipes do CBP em aeroportos que atendem jurisdições de abrigo.
- A Reuters também reportou que o DHS reiterou a possibilidade de suspender o processamento de viagens internacionais em determinados aeroportos, sem indicar prazo definido.
Contribuição: Reuters
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