- O ministro da Defesa, John Healey, pediu a Nigel Farage transparência sobre o presente de £ five milhões recebido de um empresário bilionário e se parte desse montante poderia ter relação com lucros ligados à Rússia.
- Healey também questiona se a empresa AML Global, de Christopher Harborne — doadora — poderia ter se beneficiado com a guerra contra o Irã.
- O pedido inclui confirmar que nenhum lucro financiou o presente vem de transações com empresas de energia estatais russas e que a AML Global cumpre todas as sanções contra a Rússia desde 2022.
- A AML Global afirmou que cumpre sanções e realiza checagens com parceiros para seguir normas internacionais.
- Healey sugeriu, caso haja dúvidas, uma auditoria independente da cadeia de suprimentos da AML Global e citou a possibilidade de Ferage ter estado sob escrutínio por declarações sobre a Rússia e sobre o Irã.
O secretário de Defesa, John Healey, pediu a transparência de Nigel Farage sobre o acaso financeiro envolvendo um presente de 5 milhões de libras recebido do empresário bilionário Christopher Harborne. A demanda buscou esclarecer se parte do valor poderia ter origem em lucros ligados à Rússia, bem como se a empresa AML Global, ligada ao doador, pode ter se beneficiado de arrecadação relacionada ao conflito com o Irã.
Healey enviou uma carta ao líder do Reform UK, na qual também questiona a possibilidade de a guerra no Irã aumentar as receitas da AML Global, que atua no fornecimento de combustível de aviação e é de Harborne. Farage havia apoiado, no início, ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
A legenda da missiva exige que Farage confirme se o montante não deriva de transações com empresas energéticas estatais russas e que AML Global tenha cumprido plenamente as sanções contra a energia russa desde a invasão da Ucrânia em 2022. O requerimento também pede garantias de que nenhum combustível de refino controlado pela Rússia integrou a cadeia de suprimentos da empresa.
Resposta da empresa e contexto
A AML Global informou em nota que cumpre integralmente sanções dos regimes dos EUA, Reino Unido, União Europeia e ONU, além de realizar envio de parceiros com filtro constante de conformidade. A companhia afirmou ainda que realiza triagens regulares de contrapartes, incluindo fornecedores, clientes e bancos.
Farage e Reform UK foram contatados para comentários sobre a carta. A imprensa também verificou que, pouco antes das eleições gerais de 2024, Farage recebeu o presente de Harborne, um bilionário britânico com dupla cidadania britânica e tailandesa, que reside na Tailândia.
Sobre o andamento do caso e possíveis desdobramentos
Farage não comunicou o recebimento do dinheiro no momento do ocorrido; a informação veio a público por meio de reportagem do Guardian. O político sustenta que o dinheiro era um presente incondicional antes de anunciar a candidatura ao Parlamento e, portanto, não precisava ser declarado ao tornar-se deputado.
Após uma queixa do Partido Conservador, Farage está sob investigação formal do assessor parlamentar de conduta, Daniel Greenberg, para apurar se houve obrigação de declarar o recebimento. O foco da apuração envolve a possível necessidade de divulgação pública.
Healey acrescentou que, caso persistam dúvidas, pode ser convocada uma auditoria independente da cadeia de suprimentos da AML Global e a divulgação dos resultados. A defesa da atuação de Farage é apresentada com o objetivo de esclarecer interesses financeiros que possam ter influenciado posicionamentos políticos.
Panorama institucional
A AML Global detalha que a empresa monitora continuamente o cumprimento de sanções e realiza verificação de parceiros com base em listas de sanções internacionais, buscando manter a conformidade em operações globais de combustível aeronáutico, com atuação em milhares de pontos de venda e atuação regional.
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