- Lula defende que a redução da jornada associada ao fim da escala 6×1 seja implementada de uma vez, sem longo período de transição.
- A reunião para tratar do tema está marcada para segunda-feira (25), com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
- O governo reconhece que precisa negociar com o Congresso, pois não tem força política para aprová-lo exatamente como deseja.
- Lula disse que a mudança não traria prejuízo econômico, mas ganhos sociais e de bem‑estar, com trabalhadores mais tranquilos.
- O presidente citou a sobrecarga das mulheres e afirmou que a redução pode ajudar nesse aspecto, mencionando a expansão de jornadas já ocorrida desde 1988.
Luiz Inácio Lula da Silva defende que a redução da jornada de trabalho associada ao fim da escala 6×1 seja implementada de uma vez, sem um período longo de transição. A proposta será discutida na segunda-feira, 25, em encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
O objetivo do governo é avançar sem etapas graduais, segundo o presidente. Embora reconheça dificuldades políticas para aprovação do texto na forma desejada, Lula afirmou que há necessidade de negociação com o Congresso para viabilizar o tema.
Lula afirmou ainda que a mudança não traria prejuízo econômico, mas poderia gerar ganhos sociais e de bem-estar para os trabalhadores, especialmente pelo impacto na qualidade de vida. Também relacionou o tema à sobrecarga de trabalho das mulheres.
O presidente lembrou a redução histórica da jornada, de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988, e destacou que avanços tecnológicos desde então não se refletiram ainda de forma proporcional nos ganhos aos trabalhadores. Há expectativa de que parte dos lucros das empresas seja reinvestida em condições de trabalho.
Críticas à proposta foram respondidas pelos defensores da medida, que destacam uma mentalidade retrógrada nas relações de trabalho. Lula afirmou que há empresários que se apresentam como modernos, mas mantêm práticas antigas no trato com subordinados.
Contexto e próximos passos
As tratativas envolvendo o tema devem ocorrer na reunião de segunda-feira, com a participação de representantes do Palácio do Planalto, da Câmara e do Ministério do Trabalho, para definir o ritmo e as alternativas de implementação.
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