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Lula diz que debate sobre fim da 6×1 não pode durar quatro anos

Lula propõe reduzir jornada de quarenta e quatro para quarenta horas semanais sem perdas salariais, em encontro com Motta e Marinho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (na imagem) disse que se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta, na 2ª feira (25.mai)
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  • Lula afirmou que se reunirá na segunda-feira (25.mai) com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir propostas de redução da jornada no modelo 6 X 1.
  • O presidente defende a redução da carga semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário, e disse que o governo buscará uma transição diante da resistência de empresas e do Congresso.
  • Lula criticou a ideia de que a mudança levaria quatro anos para ocorrer, destacando a necessidade de transparência sobre quem participa do debate.
  • Ele afirmou que a modernização das relações de trabalho acompanha avanços tecnológicos, que elevam lucros das empresas, mas não beneficiam os trabalhadores na mesma medida.
  • O relator da proposta, deputado Léo Prates, adiou a apresentação do relatório final para 25.maio, e o texto deve desconsiderar a emenda de Sérgio Turra, que previa contrapartidas fiscais para mitigar impactos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que vai se reunir na segunda-feira (25.mai) com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para tratar da redução da jornada de trabalho no modelo 6 X 1. A ideia é reduzir a carga semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial.

Lula disse que o governo buscará uma transição para a mudança, diante da resistência de empresários e do Congresso. Em entrevista à EBC, o presidente destacou a necessidade de adaptar as relações de trabalho aos avanços tecnológicos e citou ganhos de produtividade obtidos pelas empresas, nem sempre refletidos na remuneração dos trabalhadores.

Ele criticou argumentos de aumento de custos para o setor produtivo e afirmou que parte do empresariado mantém uma “mentalidade retrógrada” em relação aos direitos trabalhistas. O tema foi apresentado como parte de um debate histórico sobre direitos no Brasil.

Transição em até 5 anos

O relator da proposta, deputado Léo Prates, adiou a apresentação do relatório final para a segunda-feira (25.mai). O texto tende a abrir caminhos para flexibilizações e contrapartidas para o setor produtivo, com foco na transição.

A proposta em discussão deve ficar aquém de incluir a emenda apresentada por Sérgio Turra, segundo apurou o Poder360. Entre as medidas em análise estão a redução de contribuições patronais ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e a criação de um regime de isenções temporárias para novos contratados após a redução.

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