- Lula pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que coloque para votar a PEC da Segurança Pública para avançar no combate ao crime organizado.
- O presidente anunciou a construção de 138 novas unidades prisionais e o endurecimento do enfrentamento ao tráfico de armas.
- Ele defendeu maior rigor no combate às facções, dizendo que não é aceitável que bandidos dominem territórios e que a polícia deve investigar antes de agir.
- Lula ressaltou a atuação das facções dentro de presídios e citou a influência delas na política e no futebol, além de mencionar salários e capacitação de policiais.
- Em relação à cooperação internacional, relatou uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu apoio no enfrentamento ao crime organizado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o Congresso Nacional avance na análise da PEC da Segurança Pública. A solicitação foi feita nesta sexta-feira, 22, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. Lula pediu prioridade para a pauta e sinalizou que o país precisa endurecer o combate ao crime organizado e ampliar a estrutura do sistema prisional.
Segundo Lula, o objetivo é resolver de forma definitiva o problema de segurança. Ele ressaltou que facções passaram a atuar como uma indústria nacional, com atuação dentro e fora de presídios. O presidente afirmou ainda que as ações devem equilibrar o combate ao crime com o devido respeito às investigações.
O chefe do Executivo disse que a atuação policial precisa ser firme, mas não pode prescindir de apuração adequada. Ele mencionou a necessidade de melhoria de salário e de capacitação dos agentes. O tom foi de reequilíbrio entre repressão e investigação.
Pedido ao Senado
Lula afirmou que encaminhou a mensagem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a PEC da Segurança seja votada com prioridade. O objetivo, segundo o presidente, é avançar na implementação de medidas mais duras contra o crime organizado.
O presidente divulgou ainda planos de ampliar a infraestrutura do sistema prisional, com a construção de 138 novas unidades dos estados. Também mencionou reforços no enfrentamento ao tráfico de armas e destacou a importância de cooperação internacional.
Lula citou uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reforçar a necessidade de cooperação contra o crime organizado. O petista disse ter entregue documentos ao americano e afirmou que espera leitura atenta para evitar atrasos burocráticos.
Cooperação internacional e visão regional
O presidente criticou a percepção de que facções brasileiras seriam apenas narcotraficantes para o governo americano. Ele disse que a abordagem deveria considerar o consumidor de drogas na América Latina e não apenas o lado produtivo do tráfico.
Ao final, Lula reforçou a ideia de que a transformação deve ocorrer no Brasil. Disse que projetos, caso criados, devem incluir participação do povo com mecanismos de benefício para a população de baixa renda, sem mencionar conclusão ou opinião pessoal.
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