- Luiz Alves Neto, conhecido como Velho Comunista, foi um dos fundadores do movimento comunista em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
- Ele foi preso em dezembro de 1972, em Vitória de Santo Antão (Pernambuco), durante a ditadura, e a esposa Anatália morreu pelos militares no mês seguinte.
- Só recebeu habeas corpus mais de um ano depois e teve que permanecer na clandestinidade até 1979, quando houve anistia.
- De volta ao Rio Grande do Norte, passou a escrever em jornais e é visto como referência da esquerda; participou da criação da Oposição Bancária de Mossoró e região Oeste Potiguar e foi militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
- Morreu em 26 de março, aos 85 anos, em Mossoró, por complicações cardíacas associadas a diabetes; deixa cinco filhos e uma neta. Sua vida virou o livro Luiz Alves – Abdicar da Luta, Jamais!
Luiz Alves Neto, conhecido como o Velho Comunista, faleceu no dia 26 de março, aos 85 anos, em Mossoró (RN). O saudoso militante nasceu em 1940, em Areia Branca, e fez parte de uma geração de resistência durante a ditadura militar. O falecimento ocorreu por complicações cardíacas, agravadas por diabetes, segundo familiares.
Ao longo da vida, Neto atuou como referência da esquerda potiguar. Foi preso em dezembro de 1972, em Vitória de Santo Antão (PE), durante as guerrilhas contra o regime. Sua companheira de então, Anatália, foi morta pelos militares no mês seguinte.
Libertado apenas com a anistia de 1979, ele retornou ao Rio Grande do Norte e retomou atividades jornalísticas e políticas. Entre os movimentos que ajudou a criar, destaca-se a Oposição Bancária de Mossoró e região. Também integrou o PCBR e contribuiu para a construção do PT.
Trajetória política e ações sociais
Neto foi um defensor ativo de debates sobre políticas públicas e direitos trabalhistas. Na esfera pública, ocupou cargos como assessor parlamentar de vereador no fim dos anos 1990, mantendo-se sempre envolvido em palestras e atividades comunitárias.
Além da militância, ele teve envolvimento em empreendedorismo local, abrindo uma videolocadora na cidade natal e uma empresa de assistência técnica para televisores, ambos com resultados modestos. A família descreve-o como um pai-professor, que incentivava a leitura.
Legado e retratos de vida
Filhos e netos lembram a atuação de Neto como referência de resistência e estudo. Um filho, Glenio de Azevedo Alves, descreve-o como alguém que enfrentou as adversidades com firmeza e permaneceu ativo até o fim. O histórico completo fica registrado em biografia do pesquisador Lemuel Rodrigues.
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