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Sindicato denuncia supostas regalias a influencer em presídio de SP

Sindicato denuncia regalias a Deolane Bezerra na Penitenciária de Santana, como chuveiro privativo e cama diferenciada; defesa requer prisão domiciliar

Deolane Bezerra ficou presa na Penitenciária Feminina de Santana, Zona Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Sindicato dos Policiais Penais denuncia supostas regalias a Deolane Bezerra na Penitenciária Feminina de Santana, onde ficou 14 horas.
  • Entre os relatos: cela especial improvisada, cama de ferro, chuveiro elétrico privativo, reforma no alojamento e recebimento direto pela direção.
  • Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista na madrugada de sexta, após ficar na unidade de Santana desde 15h20 de quinta-feira.
  • A Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que a custódia ocorreu “como advogada” conforme decisão judicial; a OAB-SP destaca previsão legal para advogados presos preventivamente ficarem em sala de Estado-Maior ou local equivalente.
  • A operação que prendeu Deolane investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital; a defesa pediu prisão domiciliar, citando cuidado com o filho de 9 anos.

O sindicato dos policiais penais acusa supostas regalias a Deolane Bezerra durante 14 horas de detenção na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. A influenciadora, advogada, foi presa em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A SAP confirmou a custódia como advogada, sem comentar as denúncias.

Segundo o Sinppenal, houve uma cela improvisada, cama distinta, chuveiro privativo e melhorias no alojamento. A acusação também aponta impedimento de visitas dos agentes e recebimento direto pela direção da unidade. A defesa não respondeu aos relatos.

A transferência ocorreu das 15h20 de quinta-feira (21) até 5h20 de sexta (22), quando Deolane foi levada à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a cerca de 670 km da capital.

Transferência e investigação

O contexto envolve operação do Ministério Público e da Polícia Civil que apura o envio de recursos à facção PCC. Relatos obtidos pelo g1 sugerem tratamento diferenciado na unidade de Santana, segundo o sindicato.

Audiências e mensagens de policiais penais relatam supostas mordomias, como calefação exclusiva, roupa de cama diferenciada e banho quente reservado a Deolane, com presas comuns em chuveiros coletivos. Também há queixas sobre acesso de funcionários à área.

O Sinppenal pediu abertura de procedimento disciplinar e encaminhamento à Corregedoria da Polícia Penal e ao MP para apurar responsabilizações. A entidade afirma que o tratamento violaria a Lei de Execução Penal e comprometeria a segurança institucional.

Repercussões e posição institucional

A SAP informou que a custódia seguiu determinação judicial, reconhecendo registro ativo da reeducanda como advogada, mas não confirmou apuração das denúncias. A OAB-SP reiterou a prerrogativa legal de advogados presos preventivamente em sala de Estado-Maior, quando houver, e acompanha o caso apenas no âmbito profissional.

A investigação sobre Deolane Bezerra envolve também sua relação com movimentações financeiras associadas à organização criminosa mencionada. A defesa sustenta que não houve privilégio e que a prisão permanece sob avaliação judicial.

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