- O PDT de Minas propõe derrubar a patente do Mounjaro (tirzepatida) para reduzir preço e ampliar acesso, defendido pelo presidente estadual Mário Heringer.
- Na propaganda, Heringer afirma que o remédio pode resolver grande parte dos problemas de saúde no Brasil se a patente for quebrada, facilitando a compra a custo menor.
- A proposta é que o SUS distribua o medicamento, o que, segundo ele, reduziria internações, amputações por diabetes, problemas de visão e necessidade de cirurgias ligadas à obesidade, além de prevenir infartos e AVCs.
- A justificativa é o custo elevado do Mounjaro no Brasil, um dos mais altos do mundo, que, segundo o partido, impede o acesso da maioria.
- No cenário estadual, Alexandre Kalil é pré-candidato pelo PDT; pesquisa Real Time Big Data aponta Kalil com 14% no cenário principal, atrás de Cleitinho Azevedo (35%), Rodrigo Pacheco (15%) e outros.
Em Minas Gerais, o PDT divulgou uma propaganda na TV defendendo a derrubada da patente do medicamento Mounjaro (tirzepatida) para reduzir custos e ampliar o acesso, especialmente para quem não tem recurso. A ideia é transformar o remédio em um tratamento disponível pelo sistema público.
O presidente do PDT em MG, Mário Heringer, que também é médico, sustenta que o país demora para fabricar o fármaco devido à proteção patente, o que ele classifica como um atraso injustificado. Ele reforça que o acesso pode reduzir internações e complicações de saúde associadas à obesidade e ao diabetes.
Em entrevista ao Estado de Minas, Heringer explicou que a proposta visa reduzir o custo para o Brasil, citando a possível economia em casos de diabete, hipertensão e problemas oculares causados pela obesidade. Alega que o SUS poderia distribuir o medicamento.
Segundo o deputado, a introdução do Mounjaro no mercado brasileiro beneficiaria pacientes sem recursos econômicos, melhorando indicadores de saúde pública. Ele aponta que, hoje, o preço alto restringe o acesso da maioria da população.
Cenário eleitoral em Minas
A aposta do PDT fica ligada à pré-candidatura de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte. Uma pesquisa da Real Time Big Data divulgada em 21/5 mostra Kalil com 14% das intenções de voto.
O levantamento aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 35%, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) com 15%, o governador Mateus Simões (PSD) com 11% e Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, com 6%.
Apesar da vantagem de Azevedo, Kalil apresenta maior rejeição entre os nomes testados, em 43%. Em cenário sem Cleitinho, Kalil chega a 24%, seguido por Simões com 21% e Gabriel com 19%. A margem de erro e demais cenários não foram citados.
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