- Pesquisa Datafolha aponta queda de Flávio Bolsonaro de 35% para 31% no primeiro turno e de 45% para 43% em segundo turno, após divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro.
- Lula sobe no primeiro turno, de 38% para 40%, e no segundo turno, de 45% para 47%.
- Analista Deividi Lira afirma que o PL deve manter Flávio como candidato e não lançar Michelle Bolsonaro, apesar da queda.
- Michelle aparece com 22% no primeiro turno, e 43% em segundo turno contra Lula, igualando Flávio neste cenário, mas com menor rejeição prevista.
- Flávio deverá ir aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump; situação é vista como pouco impactante nas pesquisas imediatas.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar na disputa pela Presidência, mesmo com queda de intenções de voto após a divulgação de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de analistas do PL, que também entendem que não haverá mudança de estratégia nem substituição por Michelle Bolsonaro (PL).
Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, Flávio caiu de 35% para 31% no primeiro turno e de 45% para 43% em um eventual segundo turno contra Lula. Lula subiu de 38% para 40% no primeiro turno e de 45% para 47% no segundo turno. O recuo acompanha o desgaste envolvendo Vorcaro.
A leitura do analista Deividi Lira é de que a direção do PL manterá Flávio na disputa e não abrirá espaço para outra candidatura. A percepção é de que o presidente visa explorar o desgaste de Flávio e reforçar a campanha com foco em propostas econômicas e alianças do governo.
Continuidade e avaliação interna
- 64% dos entrevistados aprovam a relação de Flávio com Vorcaro, mas há parcela significativa do partido que vê desconforto com o caso. A legenda busca reduzir impactos negativos e manter o ritmo da campanha.
Michelle Bolsonaro em teste no levantamento
- Michelle aparece com 22% no primeiro turno, ficando atrás de Flávio. No segundo turno, ela empata com Flávio em 43%, porém Lula lidera com 48% contra a ex-primeira-dama. A leitura é de que Michelle pode ter maior capacidade de atrair eleitores independentes, mas enfrenta resistência entre o eleitorado bolsonarista.
Encontro com Trump e efeitos esperados
- Flávio viajará aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump, conforme convite da própria pré-campanha. A avaliação é de que a repercussão eleitoral no curto prazo deve ser limitada, dada a agenda internacional de Trump e outros temas em pauta.
Análise sobre o papel de Michelle
- O analista ressalta que Michelle tem traços de conciliadora e negociação. Aconselha ampliar diálogos com setores econômicos e de mulheres, além de manter a base conservadora, para que a candidatura tenha maior apelo em cenários de segundo turno.
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