- Flávia Medeiros foi exonerada do Itamaraty após ser considerada branca e barrada em cotas raciais; a demissão ocorreu na sexta-feira, 22, e foi publicada no Diário Oficial na sequência.
- Ela havia obtido vitória no Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra o parecer da banca de heteroidentificação, mas a Advocacia-Geral da União derrubou a decisão.
- Medeiros afirmou ter passado por insegurança e dificuldades financeiras após deixar o cargo, já que se mudou de Vitória para Brasília e ficou sem emprego.
- O comitê de heteroidentificação reprovou a candidata em 2024; após recurso, o TRF-1 tinha dado ganho inicial, mas a decisão foi revertida pela AGU em 2025.
- O Itamaraty e a AGU não se pronunciaram sobre o caso até o momento.
Flávia Medeiros, servidora exonerada do Itamaraty, afirma ter sido vítima de injustiça após ser considerada branca pela banca de heteroidentificação e barrada em cotas raciais. Ela perdeu o cargo cerca de dois meses após tomar posse. A decisão de demissão ocorreu nesta sexta-feira, 22, após a AGU derrubar decisão favorável no tribunal.
Medeiros havia conseguido vitória no Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra o parecer da banca, mas a Advocacia-Geral da União revertou o veredito. Ela afirma ter entrado com recurso judicial e que a situação a impede de manter compromissos já assumidos.
A ex-ocupante do cargo de oficial de Chancelaria foi chamada em 2025 após a aprovação na formação. Em 1º de abril de 2026, iniciou atividades na chancelaria e atuou por cerca de dois meses até a exoneração. A mudança envolve a reavaliação de critérios de cotas raciais.
Contexto do concurso e decisão judicial
O comitê de heteroidentificação avaliou a candidata em 2024 e apontou pele clara. Medeiros recorreu administrativamente e acionou o TRF-1 contra a avaliação do Cebraspe, obtendo decisão favorável.
Situação administrativa recente
A exoneração foi assinada pelo secretário de Gestão Administrativa substituto do Itamaraty, Guilherme José Roeder Friaça, na quinta-feira, 21, com publicação no Diário Oficial da União no dia seguinte. Procurados, o Ministério das Relações Exteriores e a AGU não responderam.
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