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Candidatos a dark horse na eleição presidencial de 2026 ganham relevância

Renan Santos e Joaquim Barbosa aparecem como azarões em 2026, explorando antipetismo e combate à corrupção no cenário polarizado

OUTSIDER - Renan Santos: o nome saído do MBL para disputar a Presidência tem força nas redes (Roberto Sungi/Ato Press/Folhapress/.)
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  • Renan Santos, do movimento Missão, aparece como azarão na corrida presidencial de 2026, com seis vírgula nove por cento na simulação de primeiro turno da AtlasIntel/Bloomberg, em terceiro lugar.
  • O ex-governador Romeu Zema (Novo) tem cinco vírgula dois por cento e Ronaldo Caiado (PSD) tem dois vírgula sete por cento na mesma pesquisa.
  • Renan Santos aposta no antipetismo, combate à corrupção e potencial para atrair votos antissistema, especialmente entre jovens de onze a vinte e quatro anos.
  • Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, filia-se à Democracia Cristã para concorrer, colocando a pauta anticorrupção como eixo da campanha, caso confirme a candidatura.
  • O PT admite que denúncias em apuração podem dificultar a vantagem de políticos tradicionais e abrir espaço para outsiders, com Renan Santos buscando aproveitar a janela, enquanto Barbosa ainda não confirmou a candidatura.

Renan Santos e Joaquim Barbosa aparecem como potenciais azarões na eleição presidencial de 2026, conforme projeções recentes. A corrida, marcada pela polarização entre o atual presidente e o principal opositor, tende a abrir espaço para nomes fora do eixo tradicional.

O cenário indica que Renan Santos, do movimento Missão, já desponta na frente de outros candidatos considerados de fora do establishment. Em pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na terça-feira, ele ficou em terceiro lugar no cenário de primeiro turno, com 6,9%.

Apesar do favoritismo declarado de Lula e de Flávio Bolsonaro, Renan tem ganhado força entre eleitores antipetistas ao enfatizar combate à corrupção e críticas ao status quo. Nas redes, o candidato aponta ligações de adversários a casos de corrupção para sustentar sua narrativa.

Oponente com trajetória judicial

Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF e relator do mensalão, também aparece como potencial azarão. Sua filiação ao Democracia Cristã sinaliza a intenção de concorrer, após cogitar a tentativa em 2018. Barbosa ainda não confirmou oficialmente a campanha 2026.

Caso entre na disputa, Barbosa deverá pautar a luta contra a corrupção, tema que está no centro de debates devido a investigações envolvendo diversos agentes públicos e a polêmica em torno do chamado Banco Master. A pauta, segundo analistas, pode mobilizar eleitores buscando mudança.

A presença de Barbosa pode ampliar o leque de mensagens antiestablishment, especialmente entre segmentos críticos da política tradicional. Mesmo com dúvidas sobre a viabilidade eleitoral, a candidatura não é descartada pela conjuntura de desgaste dos partidos tradicionais.

Cenário político e impactos

O presidente do PT, Edinho Silva, reconhece que denúncias em apuração podem ampliar espaço para outsiders, lembrando o efeito observado em 2018. Renan Santos, por ora, segue ativo, buscando ampliar a base de apoio além das redes sociais.

Ainda sem definição final, Renan Santos representa uma forma de antipetismo com foco em combate à corrupção, enquanto Barbosa surge como alternativa de um nome com passagem jurídica reconhecida. A equação eleitoral de 2026 permanece em construção.

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