- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ter “vontade grande” de ajudar o Rio de Janeiro e e tratou do tema com o governador interino Ricardo Couto durante a passagem pelo estado, nos dias 22 e 23 de maio de 2026.
- Em conversa com Couto, Lula mencionou “várias possibilidades de ajuda do governo federal” para o estado.
- Lula esteve no Rio para a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, participou de entrevista na emissora EBC e da posse de Roberto Kalil Filho na Academia Nacional de Medicina.
- Durante o evento na Fiocruz, Lula elogiou Couto e afirmou que, se a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tivesse de indicar o governador, “ia vir um miliciano”, ressaltando a necessidade de prender ladrões e milícias organizadas.
- O histórico político do Rio envolve Couto, 61 anos, desembargador que assumiu o governo após a renúncia de Cláudio Castro, com Castro e Rodrigo Bacellar (Presidente da Alerj) considerados inelegíveis até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Tribunal Federal (STF) tem avaliando os próximos passos.
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, informou ao portal Poder360 que manteve diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a passagem do líder petista pelo estado, na sexta-feira (22.05) e no sábado (23.05). O assunto central foi a possibilidade de apoio do governo federal ao Rio. Couto disse que houve “vontade grande de ajudar o Rio”.
Lula esteve no Rio para a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz. No sábado, o presidente participou da cerimônia de abertura do espaço e, na sexta, concedeu entrevista ao programa Sem Censura, em edição especial realizada na cidade. Também participou da cerimônia de posse de Roberto Kalil Filho na Academia Nacional de Medicina.
Durante o evento na Fiocruz, Lula elogiou publicamente Couto, mas fez uma fala polêmica sobre a Alerj ao comentar sobre a necessidade de evitar corrupção no governo estadual. A declaração gerou críticas entre oposicionistas, que alegaram ataque à democracia e aos parlamentares.
Ricardo Couto, 61 anos, é professor e já atuou como defensor público. Assumiu a presidência do Tribunal de Justiça do Rio para o biênio 2025–2026, após ser indicado por contorno institucional interno. Ele passou a ocupar o posto de governante estadual após a renúncia de Cláudio Castro, em 2024, diante de risco de cassação.
O ex-governador Cláudio Castro teve sua inelegibilidade decidida pelo TSE, com validade até 2030, vinculada a condenação no processo de cassação. O caso tramita no STF, onde o ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento, avaliando retorno apenas após o TSE esgotar os recursos. A situação impede, por ora, mudanças rápidas na linha sucessória.
Com o impasse judicial, a permanência de Couto no governo estadual pode se estender até as eleições de outubro, conforme avaliação de juristas. A continuidade depende de como avançarem os desdobramentos do processo no TSE e no STF.
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