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Caiado afirma não fazer pré-julgamento sobre ligação de Flávio com Vorcaro

Caiado evita pré-julgamento da ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, acena a bolsonaristas e defende centro-direita unida no segundo turno

O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado — Foto: Willian Volcov/Valor
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  • Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, disse que não fará pré-julgamento da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em tom de aceno aos eleitores bolsonaristas.
  • Caiado afirmou que a competitividade de Flávio depende das pesquisas e citou dados do Datafolha: Lula tem 40% e Flávio 31% no primeiro turno; no segundo turno, Lula venceria por 47% a 43%.
  • O evento ocorreu na capital paulista, durante fala de Caiado na Amcham.
  • O ex-governador enfatizou a necessidade de manter a centro-direita unida para derrotar o PT no segundo turno e não emitir julgamentos sobre Flávio.
  • No mesmo encontro, Romeu Zema, do Novo, também sinalizou possibilidade de aliança com Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, adotando tom crítico.

Em aceno aos eleitores bolsonaristas, o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que não fará pré-julgamento envolvendo a relação entre Flávio Bolsonaro, líder do PL, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O comentário ocorreu nesta segunda (25), em São Paulo, durante evento promovido pela Amcham.

Caiado evitou criticar Flávio e disse que o senador tem competitividade na eleição, mesmo após o registro de um pedido de dinheiro ao ex-banqueiro. Questionado sobre o impacto do tema no pleito, ele citou pesquisas para embasar a avaliação.

A pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta (22), aponta Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 31%. Em eventual segundo turno, o ex-presidente venceria o senador por 47% a 43%. Caiado aparece com 4% na corrida presidencial.

O presidenciável do PSD afirmou que é preciso manter a centro-direita unida para derrotar o PT no segundo turno. A defesa da união ocorreu apesar de sinais de divergência internos em relação a Flávio.

Questionado sobre governabilidade, Caiado passou a impressão de que a decisão sobre governar ou não caberá aos eleitores. Ele reforçou que não fará juízo de valor neste momento. O objetivo, enfatizou, é manter a cooperação entre setores de direita.

No mesmo evento, Romeu Zema, pré-candidato do Novo, adotou tom crítico a Flávio Bolsonaro, porém sinalizou possibilidade de aliança em um eventual segundo turno contra Lula. A posição de Zema também evidencia buscas por convergência para o pleito.

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