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Fim da escala 6×1: 40h/semana, dois dias de folga, transição de 14 meses

Relator apresenta parecer da PEC do fim da escala 6x1, com redução de 44 para 40 horas sem perda salarial em até 14 meses, e duas folgas semanais

Fim do 6x1: relator prevê jornada de 42h já neste ano
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  • Relator apresentou parecer prevendo reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais em até 14 meses após a promulgação, sem redução salarial.
  • Fim da escala 6×1 envolve duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, com vigência de 60 dias após a promulgação.
  • A redução ocorrerá em duas etapas: primeiras duas horas até dois meses após a promulgação; mais quatro horas em até doze meses.
  • A PEC tramita na comissão especial da Câmara e, se aprovada, segue ao plenário; depois depende da atuação do Senado para valer.
  • Trabalhadores com diploma de nível superior que ganham acima de duas vezes o teto do INSS ficam fora das novas regras de jornada e ponto.

O relator da PEC do fim da escala 6×1, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou parecer que prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais sem corte salarial. A redução ocorreria em até 14 meses após a promulgação. A proposta ainda depende de aprovação na Câmara e, depois, no Senado.

A ideia é modificar a Constituição para fixar jornada de trabalho máxima de 8 horas diárias e 40 horas semanais. A implementação seria gradual, com duas etapas para as quatro horas a menos. Inicialmente, duas horas seriam cortadas em até dois meses; as outras duas, em até 12 meses.

A implantação está condicionada a acordo ou convenção coletiva. O fim da escala 6×1 incluirá duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, e entrará em vigor 60 dias após a promulgação. A transição envolve prazos para que empregadores se adaptarem.

O que muda na prática

O texto determina que convenções coletivas ajustem a jornada sem reduzir salários. Caso haja incompatibilidades, convenções e acordos perderão validade após 60 dias da promulgação, forçando negociações entre sindicatos e empresas.

A PEC estabelece que o gozo de pelo menos um dos dias de folga ocorra dentro de uma semana de trabalho. A regra vale para contratos em vigor, com implantação gradual e sem redução salarial nominal ou proporcional.

Quem fica fora das regras

Trabalhadores com diploma de nível superior que ganham acima de 2,5 vezes o teto do INSS — hoje em torno de R$ 20 mil — ficam de fora das novas regras de jornada e controle de ponto. A exceção busca evitar a pejotização e ampliar liberdade a profissionais de alta renda.

Próximos passos

A expectativa é que a comissão especial da Câmara analise a PEC na quarta-feira (27) e, se aprovada, siga para o plenário na quinta (28). Em seguida, o texto precisa do apoio de pelo menos 308 deputados e 49 senadores para avançar.

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