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Governo busca votação unânime na Câmara com modelo de isenção do IR

Governo aposta na aprovação unânime da Câmara do fim da escala seis por um, nos moldes da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil

O entorno do presidente Lula acredita em aprovação unânime do fim da 6x1, nos moldes da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
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  • Governo pretende aprovação unânime do fim da escala 6×1 no plenário da Câmara, nos moldes da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil.
  • A isenção do Imposto de Renda passou a alcançar quem ganha até R$ 5 mil por mês, aumentando o grupo beneficiado para cerca de 65% dos declarantes, ou cerca de 10 milhões de contribuintes a mais.
  • O relator da PEC, deputado Leo Prates, defende que trabalhadores que ganham acima de dois tetos do INSS não entrem no regramento de jornada; pode pedir vista ao relatório.
  • O relatório final deve ser apresentado na comissão especial na segunda-feira, 25, com a possibilidade de atraso caso haja vista, levando a votação para quinta-feira, 28.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que pode levar o texto ao plenário no mesmo dia, se houver entendimento entre os partidos.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para aprovar, na Câmara dos Deputados, o fim da escala 6×1, de 6 dias de trabalho por 1 de descanso, com apoio quase unânime. A ideia é seguir o modelo da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, já sancionada pelo presidente. A votação deve ocorrer no plenário.

A proposta em debate reduz a jornada e altera a regra de trabalho, buscando adesão ampla entre partidos. No momento, não há consenso total sobre todos os pontos, mas a expectativa é de apoio expressivo entre governistas e outras legendas.

Relator pode pedir vista

O relator da PEC que trata da reforma, deputado Leo Prates, defende excluir trabalhadores com remuneração acima de dois tetos do INSS — 16,9 mil reais — do regime de jornada. Ele pretende apresentar o relatório final na comissão especial na próxima semana e pedir mais tempo para análise.

Perspectiva de votação e governança

A equipe de Lula mira uma votação com votação uniforme, inspirada no formato da isenção do IR. O texto aprovado em outubro de 2025, por unanimidade, teve apoio de Centrão, oposição e de vários partidos, inclusive aqueles contrários ao governo, e elevou o número de isentos para cerca de 65% dos declarantes.

O que muda com a isenção do IR

A ampliação da faixa de isenção para até 5 mil reais de renda mensal amplia o universo de contribuintes isentos. O teto reduz para faixas entre 5.001 e 7.350 reais, com descontos escalonados proporcionais à renda. A tabela progressiva permanece para quem recebe acima desse patamar, conforme o texto atual.

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