- Pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje mostra Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 43% no cenário de segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
- A oscilação mostra Lula subindo um ponto e Flávio caindo dois, após revelação de que Flávio pediu mais de R$ 100 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro.
- A rejeição de Flávio atinge 50%, enquanto a de Lula cai para 47%, apontando para uma eleição decidida no detalhe.
- A aprovação de governo de Lula segue em alta, atribuída à melhora na percepção econômica e a anúncios de programas, como Desenrola 2, fim da taxa das blusinhas e apoio a motoristas de aplicativo.
- Sobre o cenário, a campanha petista afirma que o levantamento confirma o risco para a candidatura de Flávio e reforça a liderança de Lula no momento atual.
O cenário eleitoral oscilou na margem de erro após a revelação de que Flávio Bolsonaro (PL) pediu mais de R$ 100 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme biográfico do pai, Jair Bolsonaro. A pesquisa BTG/Nexus, divulgada hoje, confirma o cenário de segundo turno: Lula tem 47% e Flávio 43%. Os números estão dentro da margem de erro de 2 pontos.
Lula subiu de 46% para 47%, enquanto Flávio caiu de 45% para 43%. O perfil do levantamento indica vantagem do petista no segundo turno. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, aponta que a queda de Flávio ocorre entre eleitores independentes, especialmente entre o que chamam de bolsonarismo como alternativa.
Na prática, a rejeição de Flávio chegou a 50%, acima da de Lula, que ficou em 47%. As sondagens indicam eleição decidida nos detalhes, com cenário parecido ao de 2022. Tokarski ressalta que o áudio e a visita a Vorcaro influenciaram esse grupo mais crítico, sem derrubar de vez a candidatura.
Acompanhamento e avaliação do governo
A avaliação de Lula mostra melhora, segundo a pesquisa, refletindo os impactos de programas como Desenrola 2, fim da taxa de juros sobre itens e apoio a motoristas de aplicativo. Com desaprovação abaixo de 50%, a leitura é de possibilidade de reeleição em mapa polarizado, segundo o pesquisador.
O núcleo petista vê a Nexus como compatível com Datafolha e AtlasIntel. A leitura é de que Lula lidera, Flávio perde força, e o antibolsonarismo tende a se manter. A estratégia passa por ampliar a aprovação do governo e reduzir a rejeição ao presidente.
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