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PT aposta em militante digital para ampliar atuação

PT acelera estrutura de divulgadores digitais com 37 influenciadores e programa de formação, tentando reduzir a vantagem da direita nas redes

Com "influencers" e conteúdo próprios, PT busca nas redes sociais o mesmo engajamento que mostra nas ruas
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  • O PT reconhece a vantagem da direita nas redes sociais e cria uma estrutura própria de divulgadores, liderada pelo secretário de Comunicação, Éden Valadares, para ampliar engajamento em defesa de Lula.
  • A legenda relembra a virada digital desde a era das Jornadas de Junho de 2013, quando a oposição já dominava as redes, enquanto o PT se apoiava em panfletos, rádio e TV.
  • O PT lança 37 candidatos influenciadores e o programa Petech, de formação em ferramentas digitais, para que militantes produzam conteúdos próprios.
  • Foi anunciado o projeto “Pode espalhar”, com redes de WhatsApp da militância, e o programa “Porta-vozes do Lula” para eleitores não filiados virarem militantes ativos no ambiente digital.
  • No cenário eleitoral, áudio divulgado pelo Intercept Brasil mostra Flávio Bolsonaro pedindo R$ 134 milhões; Datafolha aponta Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno contra 31% de Bolsonaro, fortalecendo a estratégia de desgaste ao filho do presidente.

O PT busca reestruturar sua presença digital diante da ofensiva da direita nas redes. Com eleições a menos de cinco meses, a sigla reconhece a vantagem do bolsonarismo em engajamento online, especialmente entre jovens, e planeja formar uma estrutura própria de divulgadores.

O objetivo é ampliar a militância que produza conteúdos pró-Lula, por meio de influenciadores e ações de base. A estratégia é capitaneada pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, com foco no uso de redes sociais como campo de atuação, não apenas de divulgação tradicional.

Estrutura e programas

Valadares destacou a aposta em 37 candidatos influenciadores e no lançamento do Petech, programa de formação digital para a base partidária. O objetivo é capacitar militantes a atuar ativamente nas redes, entendendo-as como ambientes de entretenimento, não apenas política formal.

O PT também apresentou o projeto Pode espalhar, que cria redes de WhatsApp da militância. Voluntários cadastram-se no site do PT e passam a receber conteúdos, sendo incentivados a criar grupos na comunidade, escola ou bairro para disseminar mensagens.

Portas-vozes e participação

Outro eixo envolve o programa Porta-vozes do Lula, voltado a eleitores não filiados à legenda. O objetivo é transformar cidadãos em militantes ativos, incentivando a gravação de vídeos e o compartilhamento de argumentos pró-Lula nas redes, além do diálogo offline.

Contexto eleitoral

No cenário, o áudio divulgado pelo Intercept Brasil, envolvendo Flávio Bolsonaro e suposto pedido de dinheiro, tornou-se parte da pauta. A pesquisa Datafolha, publicada recentemente, aponta Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, frente a 31% de Bolsonaro, diferença de nove pontos.

Fontes do governo afirmam que a estratégia de desgaste mira ampliar o compartilhamento de reportagens da imprensa para manter Bolsonaro sob escrutínio público. A leitura é de que a eficiência das redes sociais pode influenciar a percepção sobre a aptidão de liderança.

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