- A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, com 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, para apurar suposto esquema bilionário envolvendo o Banco Master.
- Segundo investigadores, os aportes do Rioprevidência no Banco Master somam mais de R$ 3 bilhões, e haveria um suposto alinhamento político e uma relação pessoal entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro para favorecer indicações na diretoria.
- A defesa de Cláudio Castro negou qualquer relação pessoal indevida, afirmando que os encontros ocorreram em agendas oficiais e institucionais, com fluxos técnicos e sem benefícios pessoais; disse que Castro não conhecia um intermediário citado.
- Foram tomadas medidas de apuração, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno; houve resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em fundos administrados pelo Banco Master em dezembro de 2025.
- As buscas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que apontou indícios robustos de fraudes; entre os investigados estão Cláudio Castro, Ricardo Siqueira Rodrigues e dirigentes do Rioprevidência, além de duas empresas ligadas ao caso.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro negou veementemente qualquer “relação pessoal indevida” com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a oitava fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela PF na terça-feira (26/5). A defesa afirma que encontros ocorreram em agendas oficiais e com funções institucionais.
Segundo os investigadores, os investimentos do Rioprevidência no Banco Master, que somam mais de R$ 3 bilhões, teriam sido orientados por um suposto alinhamento político e por uma relação pessoal entre Castro e Vorcaro. A PF aponta possível benefício para o grupo.
A defesa sustenta que as operações técnicas do Rioprevidência teriam seguido fluxos jurídicos e administrativos, dentro das regras aprovadas pelo Conselho de Administração e pela Resolução CMN 4.963/2021. Não houve tratamento ilícito nem favorecimento.
A instituição reitera que não houve custeio de viagens ou despesas pessoais pelo banqueiro e que Castro não integrava comitês de investimentos nem participava de decisões técnicas da autarquia. Questionamentos motivaram medidas internas de apuração.
Alvo da PF
A PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, na oitava fase da operação que investiga fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligadas ao Banco Master.
Seis pessoas foram alvo: Castro; o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues; o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes; o ex-diretor Eucherio Lerner Rodrigues; o ex-diretor de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal; e a ex-gerente de controle interno Fernanda Pereira da Silva Machado.
Duas empresas, Mídias Promotoras Ltda e Planner Corretora de Valores S.A, também são investigadas.
A PF apontou que o relacionamento entre Castro e Vorcaro poderia ter favorecido a indicação de cargos-chave no Rioprevidência, como presidência e diretoria de investimentos, segundo documentos da investigação. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF.
A defesa do ex-governador informou que ainda não teve acesso aos autos na íntegra e não pode comentar detalhes ainda desconhecidos. Em nota, foi destacada a autonomia técnica dos executivos da autarquia e o uso de recursos que já teriam sido recuperados.
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