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Cláudio Castro enfrenta reveses em 2026: Master, Refit e inelegibilidade

Cláudio Castro encara nova ação da PF, com inelegibilidade mantida pelo TSE e dificuldades para emplacar substituto no governo do Rio

Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro
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  • O ex-governador Cláudio Castro enfrentou reveses judiciais em início de 2026, incluindo duas operações da Polícia Federal em menos de quinze dias e condenação à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.
  • Castro renunciou ao governo do Rio para tentar disputar o Senado, mas a manobra não impediu a condenação por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos em 2022.
  • O STF suspendeu o julgamento sobre o formato da eleição para o governo tampão, criando impasse na escolha de quem irá substituí-lo no Palácio Guanabara, com a chapa ligada ao ex-governador em questão.
  • Em 15 de maio, a PF apontou favorecimento à Refit, de Ricardo Magro, e indicou possível direcionamento da máquina pública para atividades espúrias, levando o PL a avaliar substitutos à vaga da chapa fluminense.
  • Em 26 de maio, nova operação de busca e apreensão investiga aportes da Rioprevidência no Master, totalizando cerca de R$ 3 bilhões, desdobrando a investigação da Barco de Papel sobre investimentos no banco e fundos correspondentes.

Cláudio Castro (PL-RJ) enfrenta uma sequência de revés legais nos primeiros meses de 2026. O ex-governador renunciou ao governo do Rio para tentarelia vingar uma vaga no Senado, mas viu a cassação pelo TSE se aproximar por abuso de poder político, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. A decisão do TSE resultou em inelegibilidade.

O cenário político também foi atingido por ações da Polícia Federal. Nos últimos 15 dias, Castro recebeu duas operações. A primeira, realizada a partir de 15 de maio, apura favorecimentos do governo fluminense ao grupo de Ricardo Magro, dono da Refit. A PF aponta uso da máquina pública para beneficiar esse conglomerado.

A investigação sobre a Refit envolve a suspeita de atividades espúrias no estado. A PF afirmou que o governo orientou ações alinhadas aos interesses do grupo, o que aumenta a pressão sobre o rol de substitutos da chapa governista. A direção do PL avalia cenários com alterações na composição da chapa.

Nesta semana, Castro voltou a ser alvo de buscas e apreensões, no âmbito de outra frente da PF. A apuração investiga aportes de R$ 3 bilhões feitos pela Rioprevidência no Master, de Daniel Vorcaro. O inquérito é desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes em Letras Financeiras no período.

As autoridades apuram aplicações de R$ 2,01 bilhões, desde julho de 2024, em fundos de investimento associados ao Master. O total envolvendo Rioprevidência chega a aproximadamente R$ 3 bilhões transferidos até o momento. Em meio a esses desdobramentos, há expectativa sobre o futuro da chapa estadual.

Segundo membros do PL, as ações recentes complicam as perspectivas eleitorais de Castro e de seus substitutos para o governo do Rio. A avaliação interna é de que o conjunto de investigações torna a posição menos viável para o grupo, influenciando decisões que caberiam ao clã Bolsonaro sobre possíveis nomes.

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