- A delegada afirmou que Jairinho tentou usar influência política para evitar que o corpo de Henry fosse encaminhado ao IML, após a morte da criança.
- Segundo a polícia, o ex-vereador acionou integrantes da rede hospitalar e houve ouvidos com um executivo da área de saúde sobre o assunto.
- A investigadores ressaltaram que, se o corpo não passasse por procedimentos periciais, a apuração poderia ficar prejudicada, gerando alerta no inquérito.
- A delegada indicou que Monique Medeiros Costa e Silva tinha conhecimento das agressões que Henry sofria na convivência com Jairinho, com base em mensagens e depoimentos da babá Thayná.
- Não foram encontrados sinais de submissão de Monique ao marido; a relação entre eles aparentou espontaneidade, segundo a delegada, e houve alinhamento de versões entre acusados após a morte.
A delegada Ana Carolina Lima Medeiros de Caldas afirmou nesta terça-feira, durante o segundo dia de julgamento pela morte de Henry Borel, que a investigação identificou uma tentativa do ex-vereador Jairinho de usar influência política para evitar que o corpo da criança fosse encaminhado ao IML. O episódio foi apontado como um dos pontos de atenção do inquérito.
Segundo a policial, que atuou ao lado do delegado Henrique Damasceno, Jairinho acionou integrantes da rede hospitalar após o falecimento de Henry. A delegada respondeu ao Ministério Público sobre o tipo de influência supostamente exercida, citando contatos com um dos principais executivos da rede.
A apuração também indicou que, caso o corpo fosse liberado sem passar por procedimentos periciais, haveria risco de comprometer a conclusão do laudo. Diversas mensagens recuperadas dos celulares apreendidos foram usadas para sustentar esse ponto, bem como relatos da babá Thayná sobre o medo de Henry de ficar sozinho com Jairinho.
Conexões familiares e indícios
Ao longo do depoimento, a delegada reforçou que Monique Medeiros Costa e Silva tinha conhecimento das agressões que Henry sofria na convivência com Jairinho. Mensagens apagadas entre os dois acusados e relatos de testemunhas indicam que versões foram alinhadas após a morte da criança.
Para a autoridade, a relação entre Monique e Jairinho não revelou submissão da mãe ao companheiro, sendo descrita como espontânea. Ainda assim, a investigação aponta que Monique pode ter sido informada sobre episódios de violência envolvendo Henry.
Depoimentos e contexto do julgamento
O depoimento de Ana Carolina ocorreu após mais de dez horas de oitivas do delegado Damasceno, primeira testemunha de acusação no segundo dia do júri. Jairinho e Monique respondem pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021; a acusação sustenta violência praticada pelo padrasto, com conhecimento da mãe. As defesas negam as acusações.
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