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Dois estados rejeitam pressão de Trump para redesenhar mapa eleitoral

Dois reveses para a pressão de Trump: Carolina do Sul rejeita mapa que desfaria distrito de maioria negra; Alabama tem redesenho bloqueado por juízes federais

Eleitores votam na Carolina do Sul para as primárias da eleição de meio de mandato no estado; nos EUA, em quase todos os estados é possível votar antes da data eleitoral
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  • Na Carolina do Sul, senadores republicanos romperam com o partido e votaram com os democratas para rejeitar um novo mapa que dissolveria o distrito do democrata negro James Clyburn, em funcionamento desde 1992.
  • No Alabama, um painel de três juízes federais bloqueou a implementação de um redesenho que eliminaria um dos dois distritos com maior presença de eleitores negros, alegando discriminação intencional.
  • A oposição a mudanças vem após a Suprema Corte ter enfraquecido, em abril, a Lei dos Direitos do Voto, abrindo espaço para novos mapas com vieses raciais em alguns estados.
  • Além do Alabama e da Carolina do Sul, outros estados seguem abrindo espaço para alterações de mapas eleitorais, entre eles Texas, Flórida, Tennessee, Missouri, Carolina do Norte e Ohio.
  • O objetivo da pressão é ampliar a margem do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, que hoje tem 217 deputados, para manter a maioria simples. Ainda cabe recurso no caso do Alabama.

O movimento de Donald Trump para redesenhar mapas eleitorais favorecendo o Partido Republicano sofreu dois reveses nesta terça-feira (26). Na Carolina do Sul, senadores republicanos saíram pela tangente e apoiaram a rejeição de um novo mapa que dissolveria o distrito de James Clyburn, representante democrata negro desde 1992. No Alabama, um trio de juízes federais bloqueou a tramitação de um novo mapa que eliminaria um dos dois distritos com grande população negra, mantendo a representação atual.

Na Carolina do Sul, a rejeição ocorreu em meio a votações do Legislativo estadual, com a bancada republicana alinhando-se aos democratas para barrar a proposta de redesenho. Os senadores citam impactos sobre a participação eleitoral e questionam o desenho que favorecería a maioria do partido. O episódio ocorre dias antes das primárias marcadas para 9 de junho.

No Alabama, o tribunal federal apontou discriminação intencional contra eleitores negros ao traçar fronteiras do novo mapa. A decisão impede avanços imediatos, mas ainda admite recurso, o que pode levar o caso à Suprema Corte. A Justiça federal enfatizou que as mudanças poderiam violar direitos eleitorais protegidos.

A pressão de Trump envolve mudanças em estados do Sul que, historicamente, reagem a decisões recentes da Justiça. Em abril, a Suprema Corte limitou a aplicação da Lei dos Direitos do Voto, abrindo margem para disputas sobre desenho de distritos. Os procuradores alegam que novos mapas fortalecem a defesa das minorias, ao passo que adversários defendem maior neutralidade.

Outros estados seguem em pauta, com mudanças aprovadas no Texas, Flórida, Tennessee, Missouri, Carolina do Norte e Ohio, ampliando a presença republicana. Em Califórnia e Utah, democratas reagiram a movimentos semelhantes. No todo, a batalha envolve manter ou ampliar a maioria republicana na Câmara, hoje com 217 deputados.

Na Carolina do Sul, com primárias já em curso, eleitores começam a votar antes do pleito oficial. O senador republicano Richard Cash, ao explicar a posição de seu bloco, afirmou que nem sua consciência nem seu bom senso permitiriam parar uma eleição em andamento. A íntegra do debate reforça a tensão entre o Legislativo estadual e a agenda de redesenho.

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