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Indústria pede a Alcolumbre que PEC seja debatida apenas após eleição

Empresas da indústria pedem ao Senado que PEC da 6x1 seja debatida apenas após as eleições, com transição de até dez anos e mitigação de encargos

Alcolumbre recebe representantes das entidades na tarde desta terça-feira, 26
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  • Representantes da Confederação Nacional da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos vão se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir que a PEC que acaba com a jornada 6×1 seja debatida somente após as eleições de outubro.
  • Os argumentos ressaltam que o Brasil não deve reduzir a jornada sem ganho de produtividade e que a mudança poderia acelerar a inflação, prejudicando contratações.
  • Caso o pedido não seja aceito, as entidades avaliam apresentar alterações ao texto, incluindo um prazo de transição de até dez anos.
  • No relatório apresentado na Câmara, a transição estimada é de 14 meses; as entidades também defendem medidas mitigatórias, como a não cobrança de parte dos encargos trabalhistas.
  • A PEC tramita na Câmara nesta semana, precisa do aval do Senado e resulta de acordo entre Lula e o presidente da Câmara; estabelece carga semanal máxima de quarenta horas e veda redução salarial.

Representantes de entidades empresariais vão se reunir nesta terça-feira, 26, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir que a PEC que encerra a jornada 6×1 e reduz a carga horária seja debatida apenas após as eleições. Participam CNI, Fiesp e Abimaq.

A reunião ocorre em Brasília e tem como objetivo impedir que a apreciação ocorra em meio ao período eleitoral, segundo pessoas ligadas às entidades. Elas argumentam que a decisão pode ser influenciada pelo cenário político e que a medida pode elevar a inflação.

Entre os pedidos está o argumento de que o Brasil não deve reduzir a jornada sem aumento de produtividade. Caso o pedido não seja aceito, as associações cogitam apresentar alterações ao texto, inclusive um prazo de transição de 10 anos, conforme fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast Político.

Pontos em disputa

Em rota própria, o relatório do deputado Léo Prates prevê uma transição de 14 meses. As entidades pleiteiam também efeitos mitigatórios para setores produtivos, como a não cobrança de parte dos encargos trabalhistas durante a transição.

A PEC tramita na Câmara dos Deputados e deverá ser votada ainda nesta semana antes de seguir para o Senado. O acordo envolve o presidente Lula e o presidente da Câmara, Motta, visando um meio-termo entre as regras atuais e as propostas já existentes.

O texto em debate estabelece carga semanal de 40 horas e veda redução salarial, sendo uma síntese entre duas PECs apresentadas na Câmara pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. A definição final depende das etapas no Legislativo.

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