- Ken Paxton, apoiado por Donald Trump, venceu John Cornyn na disputa de indicação republicana ao Senado no Texas, sinalizando força de Trump no estado.
- A vitória leva Paxton a enfrentar James Talarico, democrata e pastor, em novembro, em uma corrida com implicações nacionais para o posicionamento de Trump na disputa presidencial.
- Paxton tem um histórico polêmico, incluindo impeachment em 2023 por corrupção (absolvido posteriormente) e acordos que encerraram processos envolvendo acusações de fraude de valores.
- Cornyn buscava manter o apoio de Trump, mas foi alvo de críticas do ex-presidente, que o chamou de “muito desleal” em publicação nas redes sociais.
- Texas, estado conservador que deu vitória a Trump em 2024, permanece com uma disputa acirrada para o Senado, com a eleição influenciando o equilíbrio partidário no país.
Ken Paxton, o procurador-geral do Texas apoiado por Donald Trump, venceu John Cornyn no runoff da primária republicana para o Senado. A vitória sinaliza apoio do partido ao candidato mesmo com passado conturbado, em uma corrida de alto peso para as eleições gerais.
A disputa tem implicações para a força de Trump rumo às eleições de meio de mandato, quando Paxton enfrentará James Talarico, pastor e legislador estadual democrata. Se vencer, Talarico poderia se tornar o primeiro democrata a governar o estado em mais de 30 anos.
Paxton assume o papel de protagonista de uma aliança nacional entre o Trumpismo e o Texas conservador desde 2014, quando foi eleito pela primeira vez como procurador-geral. A campanha atual enfatizou temas religiosos e econômicos, segundo analistas.
Contexto recente
Paxton ficou marcado por episódios controversos, incluindo impeachment em 2023 por acusações de corrupção, que resultaram em acquittal no Senado estadual. O processo de crime financeiro, encerrado por acordo de desvio em 2024, também compôs o desgaste público do candidato.
Cornyn, por sua vez, buscou manter credenciais conservadoras sem carregar o mesmo grau de atrito, mas viu-se alvo de críticas na reta final da disputa interna. O apoio explícito de Trump foi decisivo para o resultado, destacando a influência do uso de retórica de fidelidade ao ex-presidente na base republicana.
A vitória de Paxton ocorre em meio a um cenário político em constante mudança, com as eleições de meio mandato previstas para novembro. A direção da campanha e o alinhamento com a agenda federal de Trump devem ser observados nos próximos meses, até a eleição geral.
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