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Novo alvo da Lava Jato delatou e pede devolução de multa de R$ 10 milhões

Delator do Master busca anular acordo e devolver R$ 10 milhões; PF o investiga por intermediar aportes do Rioprevidência no banco, com buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça

Em um passado recente, Ricardo Siqueira Rodrigues fechou acordo de delação premiada com a Operação Greenfield, que apurou fraudes na Caixa Econômica Federal e fundos de Pensão
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  • Ricardo Siqueira Rodrigues, delator ligado à Lava Jato, voltou a ser alvo da PF no caso Banco Master e busca a anulação de acordo, para receber de volta R$ 10 milhões.
  • A PF aponta que ele intermediu aportes do Rioprevidência em letras financeiras do Master; buscas e apreensões foram autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça.
  • A polícia afirma que Rodrigues foi responsável pela intermediação política que viabilizou aportes de R$ 970 milhões do Rioprevidência em instrumentos do Master.
  • Em delação anterior, ele denunciou esquema de propinas no BRB para investimentos, envolvendo o extinto Trump Hotel, entre outros acusados.
  • No Rio de Janeiro, Rodrigues delatou supostos desvios associados ao “Rei Arthur”, Arthur Soares Filho, e integrou o caso do QG da Propina na prefeitura durante a gestão Crivella; a defesa não se manifestou.

Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como delator da Lava Jato, voltou a ser alvo de investigação da Polícia Federal no caso do Banco Master. A operação, ocorrida na terça-feira, 26, envolveu buscas e apreensões autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF. A PF aponta que ele teria intermediado aportes do Rioprevidência em letras financeiras do Master, totalizando 970 milhões de reais.

A ação mira a possibilidade de Rodrigues anular sua delação premiada e reaver uma multa de 10 milhões de reais recebida pela cooperação. O delator também é apontado como facilitador político nesses aportes financeiros. A defesa dele não se manifestou até o momento.

Rodrigues já havia colaborado com a Lava Jato em múltiplas frentes, incluindo a Greenfield, que apurou fraudes na Caixa e fundos de pensão. Entre os citados estavam Paulo Figueiredo, João Figueiredo e Diogo Cuoco, além de casos envolvendo o BRB e o extinto Trump Hotel. No Rio, ele delatou esquemas ligados a Arthur Soares Filho, o “Rei Arthur”.

Desdobramentos e histórico de delações

O histórico inclui o caso do “QG da Propina” na prefeitura do Rio durante a gestão de Marcelo Crivella. A PF não informa novos detalhes sobre possíveis mandados adicionais ou quais testemunhos devem ser afetados pelos desdobramentos. A investigação permanece em andamento para confirmar fatos e responsabilidades.

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