- A Polícia Federal investiga que o banqueiro Daniel Vorcaro bancou encontros privados e no exterior com o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no âmbito da operação Compliance Zero.
- Castro foi alvo da PF na manhã de terça-feira, 26 de maio, por apurar fraudes financeiras no Banco Master, de Vorcaro.
- A PF afirma que o governador tinha vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, observado por meio de encontros frequentes custeados pelo banqueiro.
- Os encontros teriam favorecido investimentos do RioPrevidência, com mais de R$ 3,6 bilhões aplicados no Banco Master, incluindo fundos e letras emitidos pela instituição.
- A investigação aponta que a relação entre Castro e Vorcaro influenciou a direção do RioPrevidência, com mudanças em cargos-chave para alinhar interesses do banqueiro.
A Polícia Federal abriu a operação Compliance Zero para investigar fraudes financeiras no Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). O foco é a atuação do banco e o repasse de recursos do RioPrevidência.
Segundo a PF, Castro tinha vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master. Esse vínculo se comprovou por encontros frequentes entre ambos, incluindo ocasiões em ambientes privados e no exterior, todos custeados pelo banqueiro.
A PF aponta que a relação influenciou investimentos do RioPrevidência, o fundo dos servidores estaduais, que somam mais de 3,6 bilhões de reais no Banco Master. Os aportes, dizem os investigadores, não teriam caráter técnico, mas refletiriam alinhamento pessoal e político.
A investigação indica ainda que a relação poderia ter provocado mudanças na direção do RioPrevidência, com alterações em cargos-chave, como presidência e diretorias de investimentos. Tais mudanças teriam visado manter interesses de Vorcaro.
Avanços do inquérito
A PF afirma que os encontros entre Castro e Vorcaro tiveram alta coincidência temporal com os aportes bilionários do RioPrevidência. A apuração sustenta que os aportes ocorreram para favorecer o grupo controlador do banco.
Os investigadores alegam que parte dos investimentos envolveu fundos e letras financeiras emitidas pelo Banco Master. O objetivo seria sustentar o que chamam de alinhamento político entre o ex-governador e o banqueiro.
As informações são apuradas pela Polícia Federal, que não encerrou o caso. Os próximos passos envolvem coleta de documentos, oitiva de testemunhas e cruzamento de dados entre as instituições envolvidas.
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