- Lideranças do setor produtivo se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a PEC do fim da escala 6×1 e defender debate mais equilibrado no Senado.
- Os representantes da CNI e da Fiesp criticaram a tramitação rápida na Câmara, afirmando que houve interesse eleitoreiro por trás do ritmo da proposta.
- Os empresários disseram não ser contra a ideia, mas pediram mudanças que correspondam à realidade da economia brasileira.
- A proposta de emenda à Constituição prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso, conforme parecer do relator, deputado Leo Prates.
- O tempo de transição proposto, de 14 meses após a promulgação, não agradou ao setor, que espera discussões mais cuidadosas no Senado.
O setor produtivo reuniu-se nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da PEC que encerra a escala 6×1. A cobrança é por um debate mais equilibrado no Senado e pela avaliação cuidadosa da proposta, que tramita com pressa na Câmara.
Participaram cerca de 30 líderes de diferentes setores. A reunião, no gabinete de Alcolumbre, durou cerca de duas horas. Os empresários disseram não ser contra a PEC, mas defendem ajustes que reflitam a realidade da economia brasileira.
Segundo eles, a rápida tramitação na Câmara estaria vinculada a interesses eleitoralistas. O encontro ocorreu antes da votação da admissibilidade na comissão especial, prevista para quarta-feira (27). O relator Leo Prates sustenta reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso.
Pontos-chave da PEC e desdobramentos
A comunicação aponta que o tempo de transição, fixado em 14 meses após a promulgação, não agradou ao setor. Ainda não há consenso sobre o ritmo de implementação e as mudanças propostas, que serão analisadas pela Câmara antes de seguir ao Senado. A avaliação é de que o tema requer participação equilibrada de governo, oposição e setor produtivo.
Entre na conversa da comunidade