- DF pediu ao STF para que o Tesouro avalize empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para salvar o BRB, ligado ao esquema do Master.
- Em reunião mediada pelo STF na terça-feira, discutiu-se ampliar o limite de crédito do DF sem garantia federal; o Tesouro recusou, citando baixa capacidade de pagamento do ente distrital (nota C).
- O caso envolve o Banco Master, com suspeitas de fraudes, CDBs de rendimentos altos garantidos por recursos de terceiros e possível necessidade de cobrir perdas superiores a R$ 60 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos.
- A Polícia Federal deflagrou buscas que miram o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por aporte de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master.
- Houve tentativa de compra do Master pelo BRB, vetada pelo Banco Central; o Master já teria vendido ao BRB créditos fraudulentos estimados em cerca de R$ 12 bilhões; Celina Leão enfrenta resistência política e teme desgaste com privatização.
O Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal que o Tesouro avalizasse um empréstimo de até 6,6 bilhões de reais para salvar o BRB, banco sob investigação por tentáculos do esquema Master. A solicitação envolve riscos de calote e impacto para contribuintes.
Em reunião mediada pelo STF, nesta terça-feira, discutiu-se também a alternativa de ampliar o limite de crédito do DF sem garantia federal. A ideia é evitar risco de garantias a entes com menor capacidade de pagamento.
O Tesouro recusou a participação, afirmando tecnicamente que o DF tem baixa capacidade de pagamento, com nota definida como C na escala de A a D. Garantias federais são reservadas a entes com classificação mais alta.
A relação com o BRB integra a sequência de ações associadas ao Master, que envolve venda de créditos duvidosos e uso de fundos garantidos por instituições estaduais. O FGC pode ter de cobrir prejuízos que superam dezenas de bilhões.
Aqui, investigações recentes miram o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, por aportes de Rioprevidência ao Master. A PF cumpre mandados de busca e apreensão ligados a esses movimentos de recursos.
Outra frente envolve a tentativa de compra do Master pelo BRB, que foi vetada pelo Banco Central. Mesmo assim, o Master já teria vendido ao BRB créditos fraudulentos estimados em torno de 12 bilhões.
Celina Leão assumiu o governo do DF após a renúncia de Ibaneis Rocha. Ela nega privatizar o BRB, alegando desgaste eleitoral e dificuldades de encontrar compradores, o que comprometeria a solução para o rombo.
Se a instituição não atrair interessados por inviabilidade, não envolve a sociedade em seu salvamento. Um resgate com recursos do Tesouro premiaria práticas associadas a autoridades públicas.
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