- A oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira, 26 de maio, cumpriu dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do STF.
- O Ministério Público Federal e a Polícia Federal apontam relação próxima entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o banqueiro Daniel Vorcaro como centro para a liberação de bilhões de reais do Rioprevidência em negócios ligados ao Banco Master.
- Segundo o relatório, encontros reservados, viagens internacionais e contatos frequentes entre Castro e membros da cúpula do governo antecederam decisões que favoreceram o banco.
- A investigação aponta aportes de cerca de R$ 3,69 bilhões do Rioprevidência entre outubro de 2023 e outubro de 2025 em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master, incluindo operações em meio a alertas técnicos de risco.
- Mensagens obtidas indicam que a liberação de recursos pode ter passado pela manutenção do “alinhamento político” com Castro; há menção ao operador Ricardo Siqueira Rodrigues e a suposta atuação coordenada dentro da Rioprevidência para aprovar os investimentos.
A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero nesta terça-feira, 26 de maio. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a pedido do STF. A apuração envolve aportes do Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master, suspeitos de lavagem de recursos e favorecimento político.
Segundo o relatório, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro mantinha relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro. Investigações indicam encontros reservados, viagens internacionais e interlocução com a cúpula do governo. PF e Ministério Público Federal apontam que o vínculo pessoal teria orientado decisões de investimento.
Os investigadores afirmam que parte dos aportes, totais de cerca de R$ 3,69 bilhões entre outubro de 2023 e outubro de 2025, ocorreu mesmo diante de manifestações técnicas contrárias e alertas sobre riscos. Mudanças na direção do Rioprevidência foram consideradas decisivas para avançar as operações, segundo a PF.
Contexto da investigação
Relatórios apontam que cargos estratégicos teriam sido ocupados por nomes alinhados ao grupo político de Castro. Mensagens apreendidas em celular de Vorcaro sugerem que a liberação de recursos estaria condicionada ao alinhamento político com o então governador. Ricardo Siqueira Rodrigues é citado como operador da aproximação entre o banco e agentes públicos.
A operação desta terça-feira é a segunda ofensiva da PF contra Cláudio Castro neste mês. Em 15 de maio, buscas foram realizadas na residência dele, na Barra da Tijuca, também envolvendo o empresário Ricardo Magro, do grupo Refit.
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