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Corretora pagou operadores do esquema no Rioprevidência, diz PF

PF aponta a corretora Planner como meio de pagamento em esquema entre Banco Master e Rioprevidência, envolvendo mais de 230 mil servidores e operação autorizada pelo STF

Souza, sócio fundador da Planner, que também teve como sócio Maurício Quadrado, por sua vez ex-sócio de Vorcaro no Master: empresa comprou empresa da Reag — Foto: Gabriel Reis/Valor
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  • A corretora Planner foi usada como álibi e meio de pagamento aos operadores do esquema entre Banco Master e Rioprevidência, segundo relatório da Polícia Federal.
  • O relatório foi citado na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação no âmbito da Compliance Zero.
  • A ação mira o ex-governador Cláudio Castro e ex-dirigentes do Rioprevidência.
  • Agentes estiveram no escritório da corretora, no Centro do Rio, mas o material apreendido não foi informado.
  • Rioprevidência é a fundação que administra a previdência de mais de 230 mil servidores civis e militares do estado do Rio.

A Polícia Federal aponta que a corretora Planner foi utilizada como meio de pagamento e álibi para operadores de um esquema envolvendo o Rioprevidência, a fundação que agrupa mais de 230 mil servidores civis e militares do Rio de Janeiro. A denúncia faz parte de informações citadas em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou operação no âmbito da Compliance Zero.

Segundo o relatório, a Planner atuou como ponte entre o Banco Master e a Rioprevidência, facilitando a movimentação financeira relacionada ao esquema. A defesa da fundação e as demais instituições envolvidas não tiveram seus posicionamentos divulgados até o momento. O objetivo da operação é investigar irregularidades na credencialização de atores e possíveis desvios de recursos.

A decisão STF, proferida ontem, autoriza a continuidade das apurações. Agentes estiveram no escritório da corretora, localizado no Centro do Rio, mas a PF não informou quais materiais foram apreendidos nem o conteúdo das diligências realizadas. O Ministério Público e a PF seguem apurando a participação de indivíduos ou estruturas na prática investigada.

Contexto da operação

O relatório detalha o papel da Planner como facilitadora de pagamentos entre instituições públicas e privadas envolvidas. A iniciativa faz parte de ações de combate a esquemas de corrupção vinculados a fundos de previdência estaduais. A investigação também envolve o ex-governador Cláudio Castro e ex-dirigentes do Rioprevidência, conforme a decisão judicial.

Desdobramentos futuros

Ainda não há informações oficiais sobre prazos de diligências adicionais ou sobre eventuais indiciamentos. As autoridades devem apresentar novas informações à medida que avansem as apurações e recebam pareceres de órgãos de controle. O foco permanece na identificação de responsabilidades e na recuperação de eventuais recursos desviados.

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