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Erika critica PL e considera defesa por escala 4×3 uma manobra

Erika Hilton classifica mudança do PL para o 4x3 como manobra para atrasar a votação da PEC da 6x1, com redução para 40 horas após 14 meses

A deputada federal Erika Hilton (PSOL - SP)
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  • A deputada Erika Hilton criticou o PL, chamando de manobra a mudança de posição que passou a defender o fim da escala 6×1 com a adoção do 4×3.
  • Erika disse que a oposição tem sido cobrada pela sociedade e que a ação parece uma tentativa de limpar a própria barra.
  • Pelo acordo, a jornada de 44 horas passaria a 40 horas em 14 meses após a aprovação, medida de celeridade pedida pelo presidente Lula e criticada pelo setor produtivo.
  • Empresários e economistas defendiam um período de transição de pelo menos quatro anos.
  • O objetivo é evitar alterações no Senado que atrasem a promulgação, com o Planalto tentando impedir mudanças.

Erika Hilton criticou a mudança de posição do PL sobre a proposta de redução da jornada de trabalho, apresentada pela própria deputada. Em entrevista à CNN, a parlamentar do PSOL-SP afirmou que a defesa do 4×3 pela base de Jair Bolsonaro é uma manobra para atrasar a votação da PEC da 6×1 com redução para 40 horas semanais. O episódio ocorreu nesta terça-feira (26).

Segundo Erika, o PL foi contrário à matéria desde o início e passou a defender a mudança apenas para tentar melhorar a própria imagem perante a sociedade. A deputada destacou que a oposição tem recebido cobrança da população sobre o tema e que a nova posição do PL não seria fruto de consensos, e sim de manobra para limpar a barra dos aliados.

A definição do calendário da votação segue em debate. O acordo em vigor prevê a passagem de 44 para 40 horas semanais em 14 meses após a aprovação, com pedidos de transição mais longos feitos por setores produtivos. O Planalto teme qualquer alteração que atrase a promulgação do texto, enquanto opositores e empresários pressionam por mais tempo de transição.

Entorno político e próximos passos

A disputa envolve o Congresso e o Palácio do Planalto, que tentam manter o cronograma acordado. A oposição tem condicionado o apoio à garantia de prazos de transição e a economia prevista com a reforma. A avaliação pública sobre o tema amplia a pressão sobre os parlamentares. O desfecho depende de votações no Senado e de eventuais alterações propostas.

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