- A Câmara aprovou em dois turnos a PEC do fim da escala 6×1, com 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno, e 461 a 19 no segundo turno, nesta quarta-feira (27/5).
- O líder do governo, Paulo Pimenta, associou os 22 votos contrários ao número eleitoral do PL, destacando a oposição à medida.
- A proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 42 horas em até 60 dias após a promulgação, chegando a 40 horas em até 14 meses.
- Também está prevista a adoção de cinco dias de trabalho por semana, com dois de folga.
- Com a aprovação na Câmara, a PEC segue para análise do Senado Federal.
O líder do governo Lula na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), ironizou os 22 votos contrários à PEC do fim da escala 6×1 durante o primeiro turno da votação, nesta quarta-feira (27/5). Ele afirmou que 472 votos foram a favor e 22 contra, associando o número ao sentimento contra a classe trabalhadora.
A Câmara aprovou o texto-base em dois turnos. No primeiro, foram 472 a favor e 22 contra; no segundo, 461 a favor e 19 contra. A proposta reduz a jornada de 44 para 42 horas em 60 dias após a promulgação, chegando a 40 horas em até 14 meses, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
O tema gerou reação entre partidos governistas e da oposição, com defensores da mudança argumentando ganhos de produtividade e alinhamento a padrões internacionais, enquanto críticos ressaltam impactos sobre salários, produtividade setorial e fiscalização.
Quem votou contra
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
- Fausto Pinato (União Brasil-SP)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Kim Kataguiri (União-SP)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Nicoletti (PL-RR)
- Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
- Pezenti (MDB-SC)
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rosangela Moro (PL-SP)
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Zé Trovão (PL-SC)
Próximos passos
O texto segue para análise do Senado Federal, com previsão de que a tramitação seja retomada após a conclusão na casa revisora. A equipe do governo ressalta o objetivo de reduzir carga horária, mantendo o equilíbrio fiscal e com impactos a serem monitorados pelos setores produtivos.
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