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Nunes Marques amplia prazo da PGR para revisão criminal de Bolsonaro

Nunes Marques amplia prazo da PGR para 20 dias em revisão criminal de Bolsonaro, por complexidade do caso envolvendo ex-presidente

Ministro Kassio Nunes Marques do STF — Foto: Luiz Silveira/STF
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  • O ministro Nunes Marques ampliou o prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a revisão criminal de Jair Bolsonaro, de dez para vinte dias, por considerar o caso complexo.
  • Em setembro de dois mil e vinte e cinco, Bolsonaro foi condenado a vinte e sete anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
  • Após a manifestação da PGR, a defesa também terá sua manifestação, e a fase de instrução poderá produzir provas antes do julgamento pelo plenário.
  • A defesa pediu a absolvição de Bolsonaro, alegando erro judiciário e nulidades na tramitação, como questionamentos à competência da Primeira Turma, irregularidades na produção de provas e cerceamento de defesa.
  • A revisão foi protocolada em oito de maio; no sorteio do relator, foram excluídos ministros da Primeira Turma e o ministro Luiz Fux.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques ampliou o prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27). A revisão ocorre após a condenação de Bolsonaro, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Nunes Marques entendeu que, por se tratar de um caso complexo envolvendo um ex‐mandatário, é necessário estender o prazo de 10 para 20 dias, conforme o Código de Processo Penal. A fundamentação aponta a necessidade de tempo adicional diante da gravidade institucional do caso e das peculiaridades do processo.

A norma processual prevê que, após a manifestação da PGR, a defesa também apresentará seus argumentos. Em seguida, abre-se a fase de instrução, com produção de provas, que serão encaminhadas ao julgamento. Em tese, o plenário do STF será responsável pelo veredicto.

Defesa pede absolvição de Bolsonaro

A defesa protocolou o pedido de revisão no STF em 8 de maio, alegando erro judiciário na condenação e defendendo a anulação do processo e a absolvição do ex-presidente. Entre os pontos, há a contestação de irregularidades na tramitação da ação penal, incluindo supostas nulidades processuais e cerceamento de defesa.

Os advogados também questionaram a validade da delação de um ex-ajudante de ordens de Mauro Cid, alegando falta de voluntariedade. Além disso, apontam suposta ampliação ilegal dos tipos penais de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, citando a ausência de violência ou grave ameaça nas condutas.

Outros aspectos citados dizem respeito à forma de distribuição do julgamento, à suposta incompetência da Primeira Turma para o caso e à decretação do trânsito em julgado em fase prematura, sem oportunidade de recursos. A defesa solicitou a reavaliação completa do processo.

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