- Zema (Novo) e Caiado (PSD) discutem uma possível aliança, mas concordaram em não definir ainda a chapa.
- O encontro ocorreu nesta terça-feira, em São Paulo, após o recuo de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, em meio a episódio envolvendo Daniel Vorcaro.
- Interlocutores dos dois afirmam que há convergência de que a direita precisa se unir no segundo turno para derrotar Lula.
- Caiado disse que há sentimento favorável à união, mas sem details sobre quem seria vice; Zema afirmou ter abertura à ideia.
- Pesquisas Datafolha indicam desempenho similar: Caiado com 4% e Zema com 3% no primeiro turno; no segundo, Lula pode vencer ambos. As convenções ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto.
Os pré-candidatos à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, e pelo PSD, Ronaldo Caiado, discutiram uma possível aliança, mas deixaram a definição para depois. O encontro ocorreu nesta terça-feira (26), em São Paulo, após o recuo de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o episódio envolvendo Daniel Vorcaro.
Interlocutores próximos a Zema e Caiado afirmam que ambos concordam que a direita precisa se unir no segundo turno para enfrentar Lula, independentemente de quem for o candidato. Não houve acordo formal entre as candidaturas, e cada uma segue com seus programas.
Diálogo sobre aliança
Caiado, em entrevista à Rádio Nova Difusora, indicou que existe um espírito favorável à união, sem detalhar propostas ou possíveis nomes para vice. O ex-governador de Goiás ressaltou a importância de manter o diálogo e a avaliação de cenários.
Zema, na manhã de hoje, comentou a hipótese de aliança durante evento com investidores na Genial Investimentos, em São Paulo. Ele elogiou a relação institucional com Caiado e sugeriu que a possibilidade de composição pode ser discutida.
Cenário eleitoral e pesquisas
A última pesquisa Datafolha aponta Caiado com 4% e Zema com 3% em simulações de primeiro turno, com Lula em 40% e Flávio Bolsonaro em 31%. Em cenários de segundo turno, Caiado e Zema empatam com 39% contra Lula, que soma 48%.
Representantes das duas campanhas reiteraram que as agendas seguem em frente e que não houve sinalização de mudanças abruptas. Nos bastidores, aliados de Caiado descartam qualquer hipótese de ele ser vice de Zema, e vice-versa.
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