- Zema disse não descartar uma aliança com Ronaldo Caiado para 2026, em evento em São Paulo, e citou o prazo final da Justiça Eleitoral para o registro de candidaturas, em 15 de agosto.
- As definições sobre composições devem ficar para perto da data-limite, segundo o ex-governador mineiro.
- Zema destacou afinidades entre Minas Gerais e Goiás e citou a possibilidade de ocupar a vice em uma eventual chapa com Caiado, de forma bem-humorada.
- O movimento ocorre em meio ao desgaste entre Zema e o bolsonarismo, com críticas ao senador Flávio Bolsonaro e repercussões da crise envolvendo Vorcaro e o Banco Master.
- Na pesquisa Datafolha, Zema tem 3% de intenções de voto, Caiado aparece com 4%, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 31%; Eduardo Bolsonaro atacou o Novo nas redes.
O ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), afirmou em evento para investidores em São Paulo que não descarta uma aliança com Ronaldo Caiado (PSD) para 2026. A declaração ocorreu em meio a críticas de Zema à família Bolsonaro, especialmente a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ele ressaltou que as definições sobre alianças devem ficar para perto do prazo final de registro de candidaturas, marcado pela Justiça Eleitoral para 15 de agosto. A estratégia é considerada pela direção do Novo como comum na política.
Zema comentou a relação com Caiado e mencionou afinidades administrativas entre Minas e Goiás, citando um histórico de convivência com governadores aliados. Sobre eventuais vagas na vice, o tom foi de brincadeira, destacando semelhanças entre os estados.
Desgaste com clã Bolsonaro
A política interna tem acelerado o atrito entre Zema e o bolsonarismo após críticas públicas relacionadas a Flávio Bolsonaro e a mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Na terça, Eduardo Bolsonaro chamou o Novo de inimigo, em publicação na rede X, ampliando o debate.
Pesquisas recentes do Datafolha mostraram Zema com 3% das intenções de voto e Caiado com 4%. Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 31%, segundo o levantamento divulgado na última semana.
O conflito ganhou força após revelações sobre contatos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, envolvendo pedidos de apoio para uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou irregularidades, mas reconheceu o auxílio privado.
Nessa linha, Zema sinalizou preocupação com impactos da crise para a direita em 2026, sugerindo que a erosão de apoio pode favorecer o pleito de Lula. Em resposta, a oposição de aliados de Flávio atribuiu ataques a interesses estratégicos.
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