- Contrato sem licitação para a restauração da Lincoln Memorial Reflecting Pool subiu para cerca de $ 13,1 milhões, segundo documentos federais.
- A Atlantic Industrial Coatings, empresa da Virgínia, cobrou margem de lucro de 20%, acima do intervalo considerado típico de 6% a 12%, com mais 20% de overhead.
- Registros internos apontam que o serviço não selou corretamente os vazamentos entre as lajes de concreto, levando a retrabalhos.
- A obra já cobriu grande parte do poço com o tom azul descrito pela administração como “blue American flag”, provocando críticas de conservacionistas e historiadores.
- A Fundação Cultural de Paisagismo entrou com ação contra o Departamento do Interior, alegando que autoridades ignoraram revisões históricas obrigatórias para concluir o projeto antes das celebrações do 250º aniversário dos EUA.
O contrato para a reforma da Reflecting Pool no Lincoln Memorial, em Washington, evoluiu para um gasto de cerca de 13,1 milhões de dólares. A empresa contratada, Atlantic Industrial Coatings, não tinha contratos federais anteriores. A obra visava selar vazamentos e preparar o lago para as comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos. O governo argumenta que a manutenção era necessária, diante de vazamentos e algas que persistem.
Documentos federais obtidos recentemente mostram que a margem de lucro da empresa foi considerada inflada por funcionários do governo, com um adicional de 20% para custos indiretos. O total do contrato superou amplamente a estimativa inicial feita pelo governo, que previa menos de 2 milhões de dólares. Tal discrepância alimenta críticas sobre o processo de contratação.
A maior parte do material já aplicado tornou-se objeto de contestação. A empresa enfrentou dificuldades para vedar as frestas entre as lajes de concreto, obrigando a retirada de parte do material instalado e nova aplicação. A estrutura foi pintada em tom azul vibrante, criticado por preservacionistas que preferem a paleta tradicional do monumento.
Detalhes financeiros e contestações
A The Times divulgou que o contrato foi alvo de questionamentos internos sobre a validade de utilizar um procedimento de revisão acelerada. A revista reforçou que, segundo documentos, autoridades da National Park Service reconheceram a possível inadequação do caminho seguido. A pressão da liderança da Casa Branca também aparece em relatórios internos.
A controvérsia envolve ainda ações judiciais. A Cultural Landscape Foundation processou o Interior Department, alegando desvio de procedimentos de preservação histórica para acelerar a intervenção. Em petições, advogados destacam mensagens internas que sinalizariam prioridade política sobre o cronograma de comemoração.
A administração sustenta que as intervenções eram imprescindíveis para conter vazamentos que persistem há décadas, mesmo após múltiplos reparos custosos. Análises públicas questionam se a cor escolhida para a piscina compromete a função estética e histórica do memorial. O caso continua sob escrutínio de tribunais federais e da opinião pública.
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