- Durante o ESG Summit 2026, em São Paulo, Flávia Bellaguarda apresentou o avanço dos “mapas do caminho”, planos estratégicos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição para fontes renováveis.
- A ideia é criar diretrizes de transição energética adaptadas a cada país, com metas, prazos e prioridades, sem substituição imediata dos fósseis.
- No Brasil, o governo iniciou a construção do mapa do caminho nacional, com participação de ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Casa Civil; após consolidado, o tema segue para análise no CNPE.
- O objetivo é ampliar diálogo com a sociedade civil e conectar o tema às discussões multilaterais da UNFCCC, fortalecendo a liderança brasileira nas negociações climáticas.
- Flávia ressaltou que as decisões são tomadas de forma gradual, enfatizando que o debate não é competição entre lados, mas espaço para consensos em torno da transição energética.
A transição energética ganhou destaque na agenda corporativa e diplomática, em meio à crise climática e à pressão por redução de emissões. O tema também busca gerir a insegurança energética e tensões geopolíticas associadas ao uso de combustíveis fósseis.
No ESG Summit 2026, promovido pela Exame em São Paulo, na quarta-feira, 28, Flávia Bellaguarda, assessora especial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para a COP30, apresentou os chamados mapas do caminho. Esses planos traçam metas, prazos e diretrizes para reduzir gradualmente a dependência de petróleo, carvão e gás natural.
A pauta enfatiza a necessidade de adaptar as diretrizes a cada país, facilitando decisões sobre a transição energética sem depender de combustíveis fósseis de imediato. A proposta ganhou força durante a COP30, com apoio crescente entre os países ao longo do encontro.
Segundo a assessora, o Brasil já deu início à construção do mapa do caminho nacional. As discussões envolvem MINÉ, Fazenda, Meio Ambiente e Casa Civil, com perspectivas de levar o tema ao CNPE e, posteriormente, ampliar o diálogo com a sociedade civil.
Os mapas funcionam como instrumentos de planejamento para orientar decisões diante da crise climática e da escassez de recursos. As diretrizes visam antecipar discussões difíceis e oferecer alternativas planejadas para cenários futuros.
A proposta não prevê substituição rápida dos combustíveis fósseis, mas uma transição gradual. O objetivo é criar um espaço para negociações, definindo prioridades sem desligar de imediato as fontes fósseis.
Bellaguarda destaca a importância de alinhar o tema às discussões multilaterais da UNFCCC. O objetivo é ampliar a troca de experiências entre países, compartilhando erros, acertos e abordagens diversas de transição energética.
Para a assessora, fortalecer a agenda interna deve ampliar o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas globais. O debate deve ocorrer de forma institucional, sem colocar lados opostos em disputa.
Ao defender uma trajetória de transição, a autora ressalta que quanto mais for feito o caminho do meio, mais o país se fortalece na agenda climática global. O tom é de construção de consensos e planejamento estratégico.
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