- A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Sinapse, para desarticular grupo que usava câmeras clandestinas para vigiar comunidades da Zona Oeste do Recife e acompanhar a atuação da polícia.
- Foram cumpridos seis mandados de prisão e quatorze de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados; câmeras e equipamentos de internet irregulares foram retirados dos postes e vias públicas.
- O sistema de videomonitoramento era utilizado para manter controle territorial em Areias, Barro e áreas próximas, permitindo monitorar moradores e identificar operações policiais.
- Além do tráfico, a investigação aponta monopólio de serviços de internet ilegal em algumas localidades, com expulsão de empresas autorizadas e ameaças a técnicos.
- Ao todo, cinco pessoas foram presas (uma já estava detida em Igarassu); foram apreendidos celulares, computadores, DVRs, uma arma de fogo e materiais de escritório; as investigações seguem.
O Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Sinapse nesta quinta-feira, 28 de maio, no Recife. A ação mira um grupo criminoso que usava câmeras clandestinas para vigiar comunidades na Zona Oeste, monitorar a polícia e proteger rivais.
A operação cumpriu seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Também houve retirada de câmeras e equipamentos de internet instalados irregularmente em vias públicas e postes.
Sistema clandestino
Segundo o delegado Vitor Freitas, as imagens eram usadas para manter controle territorial em Areias, Barro e regiões vizinhas. O videomonitoramento permitia acompanhar a movimentação de moradores e evitar ações policiais.
Controle da internet
A investigação aponta ainda que a organização monopolizou serviços ilegais de internet em algumas localidades. Empresas autorizadas eram expulsas e seus equipamentos destruídos para manter somente a rede do grupo.
Lavagem de dinheiro
As apurações indicam movimentações financeiras suspeitas ligadas ao tráfico e à lavagem de dinheiro. Empresas de fachada eram usadas para ocultar recursos ilícitos e fortalecer a operação criminosa.
Materiais apreendidos
Durante a operação, agentes apreenderam celulares, computadores, DVRs, anotações e uma arma de fogo. Um escritório de advocacia também foi alvo de buscas, com um suspeito atuando como operador jurídico da organização.
Prisões e desdobramentos
Cinco dos seis alvos foram presos no Recife e em Lagoa do Carro, na Mata Norte. Um investigado já estava detido no presídio de Igarassu. As investigações continuam, com novas fases consideradas.
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