- Atuais assessores do Tesouro empurram para desenhar uma cédula de 250 dólares com o retrato de Donald Trump; ambos foram nomeados por ele.
- A lei de mil oito cento e sessenta e seis proíbe retratos de pessoas vivas em moeda e títulos; ainda há uma proposta, a H.R. 1761, para uma cédula de 250 dólares, que está à espera de análise na Câmara.
- A ideia visa comemorar os 250 anos dos Estados Unidos, mas depende da aprovação de um projeto de lei apoiado pela oposição que não avançou no Congresso.
- O Serviço de Impressão e Contagem (Bureau of Engraving and Printing) aponta barreiras legais e operacionais para a produção de uma nova cédula; o processo de testes pode levar anos.
- Historicamente, notas de alto valor foram emitidas, mas descontinuadas em 1969; hoje, cédulas de grande valor existem apenas como itens de colecionador e para transações restritas.
O Departamento do Tesouro avalia a possibilidade de inserir a imagem de Donald Trump em uma nova nota de 250 dólares, caso avansem as propostas de design. A ideia é a primeira vez, em mais de 150 anos, que a imagem de uma pessoa ainda viva apareceria na moeda estadunidense.
Dois oficiais do Tesouro, a tesoureira Brandon Beach e o assessor sênior Mike Brown, teriam enviado orientações à Bureau of Engraving and Printing para incluir o retrato de Trump no novo dinheiro. Ambos foram nomeados durante a gestão do ex-presidente.
A proposta foi apresentada em fevereiro de 2025 pelo deputado Joe Wilson, republicano da Carolina do Sul, e ainda tramita na House Committee on Financial Services. A nota de 250 dólares homenagearia o 250º aniversário dos EUA, segundo o texto do projeto, o HR 1761.
A viabilidade depende da aprovação de legislação apoiada pela oposição dominante no Legislativo, conforme reportado pelo USA TODAY. A Casa Branca não se posicionou oficialmente sobre o tema.
Fontes da gráfica responsável pela produção disseram que há barreiras legais e processuais para fabricar uma nota com imagem de alguém vivo. Em meio a isso, o diretor da agência foi redesalocado para outra função.
O processo de teste de novas cédulas envolve avaliação de recursos de segurança, materiais, métodos de impressão e capacidade de produção. Os bilhetes precisam ainda funcionar em máquinas de manuseio de numerário.
Histórico mostra que, desde 1866, apenas imagens de falecidos podem figurar em notas oficiais. A exceção ocorreu com moedas e certames especiais ao longo dos anos, sem alterar a regra formal para cédulas de circulação.
Continuam os debates sobre nomes ligados à história e à memória nacional na moeda, com medidas anteriores já autorizando assinaturas de Trump em todo o papel-moeda futuro. A primeira nota a trazer a assinatura do presidente deve entrar em circulação neste ano.
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