- O vice-presidente Geraldo Alckmin reagiu à decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, dizendo que isso não vai resolver o combate ao crime.
- Ele afirmou que há tentativa de desviar o foco de temas graves no país, citando o caso Banco Master e responsabilizando membros da família Bolsonaro.
- O senador Flávio Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, para tratar da inclusão das facções brasileiras na lista de terroristas.
- Alckmin ressaltou que o combate ao crime organizado ocorre de forma integrada e destacou a Lei Antifacção, que endurece penas e amplia o rol de crimes ligados ao crime organizado.
- O vice-presidente mencionou o Banco Master em meio às reportagens sobre Flávio Bolsonaro e tratativas com o dono do banco, envolvendo valores milionários para a produção do longa Dark Horse.
O vice-presidente Geraldo Alckmin reagiu nesta sexta-feira (29.mai.2026) à decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele afirmou que essa classificação não resolve os problemas de segurança pública no Brasil e criticou a percepção de que o tema poderia desviar a atenção de outros assuntos relevantes, como o caso Banco Master. O comentário foi feito durante agenda em São Paulo.
Alckmin disse ainda que o combate ao crime organizado ocorre de forma integrada, com ações terrestres, marítimas e aéreas, destacando a recente aprovação da Lei Antifacção pelo Congresso Nacional. A nova legislação, segundo o vice-presidente, endurece o enfrentamento às facções, amplia o conjunto de crimes ligados ao crime organizado e dificulta a progressão de penas de integrantes dessas estruturas.
Durante a declaração, o vice citou o Banco Master ao mencionar reportagens que envolveriam o senador Flávio Bolsonaro em negociações para financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as publicações, Flávio Bolsonaro manteve tratativas com o empresário por trás do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo valores milionários para a produção.
Contexto político e desdobramentos
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, reuniu-se na terça-feira com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir a possível inclusão de facções brasileiras na lista de organizações terroristas. A reunião, segundo o parlamentar, teve como foco avançar as tratativas com autoridades norte-americanas para o reconhecimento formal.
O vice-presidente reiterou a necessidade de foco em medidas estruturais de segurança pública e na estabilidade institucional do país, sem se deixar levar por leituras que possam desviar a atenção de questões econômicas e judiciais relevantes. A fala ocorreu em meio a debates sobre a classificação de organizações criminosas internacionais e a discussão sobre impactos no cenário interno.
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