- A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas recebeu 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo, na Câmara dos Deputados.
- A esquerda e o Centrão eram esperados para apoiar; grande parte da direita também votou pela aprovação, com exceções como o Novo, 9 deputados do PL, o único deputado do Missão e alguns rebeldes de PP, PSD, União Brasil e MDB.
- A Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, com 207 membros, apoiou a PEC, quase chegando a bloquear a proposta, e cerca de nove em cada dez da frente votaram sim.
- Alguns parlamentares defenderam uma escala ainda mais radical, como a 4×3, argumento considerado irresponsável por afetar o ganha-pão de muitos.
- A leitura comum é de que houve receio de ser visto como inimigo dos trabalhadores, o que pode trazer consequências políticas para quem votou pela aprovação.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais. A votação ocorreu em dois turnos no mesmo dia, com amplos apoios não esperados pela oposição. A medida segue para análise no Senado.
A votação contou com apoio de esquerda, Centrão e parte da direita, enquanto a bancada de oposição não uniu o mesmo esforço. Entre as exceções, houve votos de membros do PL, do Novo, de parlamentares de outros partidos e de membros isolados de blocos.
Observa-se que a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo teve participação expressiva, com grande número de votos favoráveis. Analistas destacam que esse movimento contrasta com estudos sobre impactos para pequenos e médios negócios.
Votos e bancadas
Entre os deputados que apoiaram a PEC, a atuação da chamada direita foi marcada por divergências internas. Pequenas dissidências ocorreram, mas não impediram a aprovação em primeiro e segundo turnos. A decisão ocorreu em meio a discursos de ministros e representantes empresariais.
Contexto político e consequências
Espera-se que líderes critiquem o impacto sobre custos e empregos caso a mudança seja implementada. Entidades de trabalhadores e especialistas já haviam sinalizado possíveis efeitos adversos com a transição rápida da nova escala. A PEC segue para o Senado.
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