- A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas deu ganho de 2,9 pontos percentuais nas menções positivas a Flávio Bolsonaro nas redes, após o anúncio na quinta-feira (28).
- Mesmo com esse avanço, o índice de confiança em Flávio permaneceu baixo, caindo para 10% na manhã desta sexta-feira (29), ante 17% antes da crise envolvendo Vorcaro.
- As menções negativas continuaram altas (62,5%), acima do patamar anterior ao episódio Master (57,5%).
- A visita de Flávio à Casa Branca, em 26 de maio, estimulou um efeito positivo, mas não se traduziu em melhoria consistente da confiança.
- A análise aponta adesão da direita digital à narrativa de segurança pública contra Lula, mas a recuperação de Flávio permanece frágil e dependente de transformar o ganho temático em percepção estável de viabilidade.
A decisão do governo de Joe Biden classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas gerou efeito imediato nas redes sociais sobre o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). A análise, realizada pela AP Exata Inteligência em Comunicação Digital, aponta leve ganho de popularidade nas horas seguintes ao anúncio.
Dados coletados na manhã desta sexta-feira indicam que as menções positivas ao senador cresceram 2,9 pontos percentuais após a divulgação da medida, na quinta-feira (28). Apesar do avanço, o desgaste acumulado desde a crise envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não foi revertido.
Ainda segundo o levantamento, a proporção de menções negativas permaneceu elevada. O índice ficou em 62,5% nesta manhã, contra 57,5% antes do episódio Vorcaro. No auge da crise, em 20 de maio, as negativas chegaram a 70,2%.
Desempenho nas redes e contexto
A visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, na terça-feira (26), quando pediu a classificação das facções, gerou um “efeito positivo” apontado pela AP Exata. O efeito motivou apoiadores, mas não se refletiu na confiança do público de forma mais ampla.
A classificação das facções contou com forte adesão da direita digital, segundo a consultoria, e ofereceu à militância bolsonarista uma narrativa de segurança pública em contraste ao governo Lula (PT). A influência, porém, não garantiu recuperação firme da credibilidade do senador.
Na leitura da AP Exata, o índice de confiança em Flávio chegou a 12,2% na quinta-feira. Nesta sexta, caiu para 10%, evidenciando recuperação parcial, porém insuficiente para afastar o desgaste anterior. O patamar pré-crise era de 17%.
A avaliação aponta que a melhoria nas menções positivas não se converteu em uma percepção estável de viabilidade política. A relação entre o caso Master e a atuação de Flávio continua sendo um fator que pesa no conjunto de avaliações. Afragilidade da recomposição indica que o tema segurança pode ter efeito limitado se não houver sustentação.
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