- O fim da escala 6×1 foi aprovado na Câmara na noite de quarta-feira, 27, integrando o pacote de bondades de um governante durante a campanha.
- A Eurasia Group mantém a probabilidade de reeleição de Lula em 55%, considerando a eleição estruturalmente competitiva, com leve vantagem para o incumbente.
- As medidas voltadas à classe média incluem isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, o Desenrola e a redução da jornada de trabalho.
- Segundo o analista, medidas populistas para a classe trabalhadora CLT teriam custo para o setor produtivo, não para o orçamento público.
- A implementação da jornada de 5×2 depende da aprovação no Senado e pode ter impacto inflacionário apenas após as eleições.
O fim da jornada 6×1, aprovado pela Câmara na noite de 27, não altera a probabilidade de reeleição de Lula, de acordo com Christopher Garman, diretor executivo para Américas do Eurasia Group. A leitura é de continuidade no cenário eleitoral, com o incumbente mantendo leve vantagem.
Segundo o levantamento da Eurasia Group, a eleição permanece estruturalmente competitiva, com Lula estimado em 55% de chance de vitória. O relatório aponta vulnerabilidades e ressalta que o ritmo atual não deve desfechar a corrida.
O que mudou, na visão do estudo, são os efeitos das medidas de curto prazo sobre o eleitorado. A mudança na jornada de trabalho aparece como indicador de um eventual governo Lula, com o foco voltado à classe média, diferente do populismo de governos anteriores.
A leitura destaca que políticas para CLT tendem a impactar a produtividade e o custo para o setor privado, ao passo que o orçamento público pode ficar menos pressionado. A Eurasia ressalta necessidade de financiamento dessas bondades para evitar impactos externos.
Contexto político e econômico
A equipe de Garman aponta que a preferência pela classe média se sustenta em meio às dificuldades com o custo de vida para quem ganha entre dois e cinco salários mínimos. Medidas como isenção de IR para até R$ 5 mil e programas voltados à renda convivem com a ampliação de benefícios.
Perspectivas de implementação
A atuação do Planalto, com aprovação de propostas como a 6×1, gera expectativa de que o governo mantenha bônus ao eleitorado próximo às urnas. Entretanto, a previsão é de que efeitos inflacionários diretos ocorram apenas próximo ao período eleitoral, dependendo da tramitação no Senado.
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