- O senador Eduardo Girão criticou a prática da eutanásia em discurso no plenário, citando o caso da espanhola Noelia Castillo Ramos como alerta para o Brasil.
- Noelia, de 25 anos, foi submetida à eutanásia na Espanha no final de março, após sofrer estupro coletivo, ficar paraplégica e relatar dor crônica e depressão; o pai opôs-se à decisão.
- O processo de Noelia teve início em 2024 e envolveu recursos em cinco instâncias, chegando ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sem que o pai fosse ouvido.
- Girão afirmou que o papel do Estado é oferecer tratamento, assistência e apoio às pessoas vulneráveis, e não facilitar a morte.
- Ele ressaltou avanços na medicina, na psiquiatria e na psicoterapia, afirmando que existem ferramentas para evitar o sofrimento sem recorrer à morte.
Nesta sexta-feira 29, no Plenário, o senador Eduardo Girão criticou a prática da eutanásia. Ele citou o caso de Noelia Castillo Ramos, espanhola de 25 anos, que recebeu o procedimento no fim de março após sofrer estupro coletivo e ficar paraplégica devido a uma tentativa de suicídio.
Girão informou que Noelia pediu a eutanásia em 2024, alegando dor crônica e depressão, enquanto o pai se opunha à decisão. O parlamentar destacou que o pai lutou por quase dois anos nos tribunais para impedir a morte da filha, percorrendo cinco instâncias até o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, sem sucesso.
O senador afirmou que o Estado deve oferecer tratamento, assistência e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, não facilitar a morte. Segundo ele, a resposta ao sofrimento humano é o cuidado, já que a medicina, a psiquiatria e a psicoterapia avançaram e existem ferramentas disponíveis hoje. Girão considerou o caso um alerta para o Brasil.
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