- O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
- A classificação foi anunciada na quinta-feira, 28 de maio, dias após o senador Flávio Bolsonaro viajar aos EUA e se reunir com o presidente Donald Trump.
- A Secom do governo Lula publicou uma nota dura rejeitando a intervenção estrangeira e afirmando que a soberania brasileira é inegociável.
- A nota acusa a família Bolsonaro de apoiar intervenção externa ao Brasil e cita que os integrantes atuaram no tarifaço, quando EUA impuseram tarifas a produtos brasileiros.
- A nota reforça que a definição de crimes e o combate interno são prerrogativas brasileiras, realizadas por instituições, leis e forças de segurança do país.
O Departamento de Estado dos EUA classificou as facções Primeiro Comando da Capital PCC e Comando Vermelho CV como organizações terroristas estrangeiras nesta quinta-feira, 28 de maio, após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. A decisão foi anunciada em colaboração com autoridades americanas.
A Secretaria de Comunicação Social do governo Lula emitiu uma nota réptica à família Bolsonaro, afirmando que a soberania brasileira é inegociável e criticando atentados a conceitos de segurança. A nota acusa membros da família de buscar interferência estrangeira em assuntos nacionais por meio de apelos a autoridades dos EUA.
Segundo relatos, Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e teve encontros com o presidente Donald Trump e outras autoridades norte-americanas. Após esses encontros, o senador afirmou ter solicitado o enquadramento das facções brasileiras como terroristas.
A nota do governo também relaciona episódios anteriores envolvendo a família, como o chamado tarifaço, alegando que esses atos envolvem defesa de interesses externos a custos para o Brasil. O texto sustenta que a definição de crimes internos cabe às instituições brasileiras.
Ao final, a mensagem reitera que a soberania nacional permanece intransigente e que o Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa. O governo ressalta que leis, instituições e forças de segurança brasileiras são responsáveis pela defesa do país.
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