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STF julga nesta sexta recursos das big techs sobre regulação das redes

STF julga recursos de Google e Facebook sobre responsabilização de plataformas; análise é virtual e deve ser concluída até 9 de junho, em meio à disputa governo‑Congresso

Aplicativos de Big Techs
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  • STF inicia nesta sexta-feira julgamento virtual de recursos das big techs sobre a responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos publicados por usuários, com conclusão prevista para 9 de junho.
  • Google e Facebook contestam pontos da tese fixada em 2023, indicando omissões e insegurança jurídica na regra que responsabiliza as plataformas sem necessidade de ordem judicial.
  • Facebook pede aplicação apenas a conteúdos manifestamente ilícitos e um prazo de seis meses para adaptação às novas obrigações de moderação.
  • Google solicita critérios rigorosos para notificações, incluindo identificação do denunciante e indicação precisa do link sob suspeita.
  • Paralelamente, Lula assinou decretos que endurecem a fiscalização do setor e ampliam atribuições da ANPD; oposição questiona legalidade, enquanto governistas dizem que as medidas regulamentam balizas já definidas pelo STF.

O STF iniciou nesta sexta-feira (29) o julgamento de recursos apresentados pelas big techs contra a decisão que ampliou a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por usuários. A análise ocorre no plenário virtual e deve terminar em 9 de junho. Google e Facebook/Meta questionam pontos da tese fixada pelo tribunal em junho do ano passado, quando o STF reconheceu parte de inconstitucionalidade de artigo do Marco Civil da Internet.

Pelo entendimento atual, as plataformas podem ser responsabilizadas civilmente se não removerem conteúdos ilegais após notificação extrajudicial, sem necessidade de ordem judicial. No recurso, as empresas alegam omissões e obscuridades que geram insegurança jurídica. O Facebook pede que a regra se limite a conteúdos manifestamente ilícitos e que haja prazo de oito a seis meses para adaptação às novas obrigações. O Google exige critérios mais rígidos para as notificações, como identificação do denunciante e indicação precisa do link sob suspeita.

Contexto político em ao mesmo tempo

O julgamento acontece em meio a atrito entre o Planalto e o Congresso. Lula assinou decretos que endurecem a fiscalização do setor e ampliam atribuições da ANPD, gerando reação de oposição. Parlamentares protocolaram ao menos 24 PDLs para tentar anular as medidas, alegando que o governo tenta regular as plataformas sem aval legislativo. Parlamentares de base governista defendem que os decretos regulamentam balizas já fixadas pela jurisprudência do STF e fortalecem a proteção contra fraudes, crimes digitais e desinformação.

Especialistas ouvidos pela CNN apontam que termos vagos na regulamentação podem levar a remoção excessiva de conteúdo por temor de sanções, o que pode criar riscos de censura. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já solicitou à consultoria jurídica da Casa avaliação sobre eventual extrapolação de prerrogativas do Executivo e a possibilidade de suspender os decretos.

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