- Vídeo de julho de 2019 mostra Cláudio Castro em elevador com mochila, no Shopping Downtown, junto de Flávio Chadud; delação premiada citou entrega de R$ 100 mil em propina naquela visita.
- Imagem viralizou em 26 de maio de 2026, mas as cenas são de 2019; PF havia indicado indícios de propina entre 2017 e 2019, incluindo a ida ao shopping.
- STF arquivou o inquérito relacionado ao caso em outubro de 2024, após verificar irregularidades no processo e definição de foro privilegiado; decisão foi mantida pelo tribunal em junho de 2025.
- Cláudio Castro permanece investigado em três inquéritos; neste mês de maio houve duas operações de busca e apreensão da Polícia Federal ligadas a ele: Sem Refino e Compliance Zero.
- A narrativa atual pode levar a equívocos sem contexto, já que o vídeo não especifica data ou relação direta com investigações recentes.
O vídeo que circula nas redes mostra Cláudio Castro, ex-governador do Rio, em 2019, dentro de um elevador, com uma mochila. Das imagens, não fica claro a que propina se refere nem quando foram gravadas exatamente. A história envolve delações premiadas apresentadas entre 2020 e 2022.
A PF realizou duas operações de busca e apreensão neste mês de maio: 15 e 26, ligadas a investigações sobre fraudes no Grupo Refit e transferências de recursos do Rioprevidência para o Banco Master. Castro é alvo recente de três inquéritos na Justiça.
As imagens do elevador foram registradas no Shopping Downtown, no escritório da Servlog, em 29 de julho de 2019. Flávio Chadud, dono da Servlog, aparece ao lado do ex-governador. Chadud foi preso no dia seguinte.
Bruno Campos Salem, administrador da Servlog, disse em delação premiada que houve entrega de R$ 100 mil em propina naquele dia, supostamente colocados na mochila. A delação envolve contratos de assistência social com a Fundação Leão XIII.
O conteúdo viralizou em 2026, mas não oferece datas precisas nem relação direta com investigações recentes. A reportagem atual ressalta que o vídeo não constitui prova definitiva de novas acusações contra Castro.
Contexto do arquivamento e foro
O inquérito sobre o caso foi arquivado pelo STF em outubro de 2024, após o ministro André Mendonça entender violação de foro privilegiado pelo Ministério Público do Rio. Em 2025, o STF manteve o arquivamento.
A defesa de Castro sustenta que ele não pode ser investigado com base em acordos firmados por autoridades diferentes, reforçando o impacto do foro. A decisão envolve ainda recursos e discussões sobre competência.
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