- Daniel Vorcaro pediu à Polícia Federal a retomada das negociações para a delação premiada, oferecendo informações mais robustas e documentos.
- A PF rejeitou a proposta em 21 de maio, por não identificar provas relevantes ou novidades além do que já foi apurado.
- A corporação aguarda autorização do ministro André Mendonça, do STF, para reabrir as negociações, conforme informado a fontes.
- A Procuradoria-Geral da República mantém as tratativas com Vorcaro, mesmo após a saída do advogado da defesa, na semana passada.
- Para avançar, PF e PGR precisariam reavaliar a proposta e Vorcaro assinaria um novo termo de confidencialidade, por questões processuais.
Foi Daniel Vorcaro quem solicitou à Polícia Federal a reabertura das negociações para fechar um acordo de delação premiada. A informação foi apresentada por meio de seus advogados e ressalta a intenção de apresentar dados mais robustos para embasar as declarações e detalhar a participação de nomes relevantes, inclusive autoridades com foro.
Em 21 de maio, a PF rejeitou a proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro, alegando falta de elementos relevantes. Segundo investigadores, não havia provas consistentes ou novidades além do que já havia sido identificados em quebras de sigilo e perícias em equipamentos apreendidos. Vorcaro permanece preso na Superintendência da PF; a transferência para a Penitenciária Federal de Brasília já havia sido solicitada.
Mesmo com a recusa, a Procuradoria-Geral da República manteve as tratativas com Vorcaro. Na semana anterior, o advogado que integrou a defesa deixou o caso, discordando do material apresentado para o fechamento da delação. A PF propôs à PGR uma avaliação conjunta da proposta, desde que seja apresentado um novo esboço para assinatura de um novo termo de confidencialidade, visando evitar nulidades processuais.
Situação atual e próximos passos
A PF aguarda autorização do ministro André Mendonça, do STF, para retomar as negociações com Vorcaro. O pedido foi encaminhado no início da semana, mas ainda não teve apreciação. A ideia é que, com aprovação, haja uma nova avaliação do material e avanço nas tratativas de delação, com possíveis alterações no acordo.
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