- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aprovou relatório que afirma: Juscelino Kubitschek foi assassinado por agentes da ditadura militar, durante viagem de carro ao Rio de Janeiro.
- A conclusão sustenta sabotagem do veículo e a possibilidade de atração do ex-presidente para o suposto atentado, com indícios de intervenção externa.
- O acidente ocorreu em 22 de agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra, em Resende (Rio de Janeiro), com o Opala em que viajava o ex-presidente e o motorista Geraldo Ribeiro.
- A versão oficial anterior falava em acidente provocado por colisão com um ônibus; o MPF aponta que essa premissa nunca ocorreu e que houve ocultação de provas.
- O grupo votou por seis votos favoráveis e uma abstenção e apontou a necessidade de alterar a certidão de óbito de JK, conforme resolução do Conselho Nacional de Justiça.
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou por seis votos a favor e uma abstenção o relatório que conclui: Juscelino Kubitschek foi assassinado por agentes da ditadura militar. O episódio ocorreu em 22 de agosto de 1976, na Rodovia Presidente Dutra, perto de Resende (RJ), durante viagem para o Rio de Janeiro.
O parecer, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, parte de mais de um ano de análise. A versão oficial da época falava em acidente automobilístico causado por colisão com um ônibus. O relatório revisita esse trecho com base em documentos, inquéritos do MPF e perícias.
Segundo a comissão, JK foi atraído para a viagem por meio de um encontro com emissários do então presidente Ernesto Geisel, em um hotel. A investigação aponta que Geraldo Ribeiro, o motorista, pode ter sido sedado e que o Opala foi sabotado. Essas pistas estariam ligadas a uma ofensiva contra opositores.
Novas evidências
O relatório reúne mais de 5 mil páginas, aponta inconsistências em laudos da época e falhas em registros oficiais. A avaliação sustenta a possibilidade de ação externa que desviou o veículo da pista, contrária à versão de acidente apenas.
O MPF destaca que a premissa de uma colisão com ônibus nunca ocorreu, segundo o documento. Entre as fontes estão depoimentos, testemunhos de terceiros e estudos de comissões da verdade. A corpo técnico afirma que o acidente pode ter sido fruto de planejamento.
Em resposta, a CEMDP afirma que medidas deverão ser adotadas para alterar a certidão de óbito de JK, conforme a Resolução nº 601/2024 do CNJ. A mudança formal busca refletir as conclusões do relatório em documentos oficiais.
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